O estoque do novo Steam Controller durou 30 minutos na loja da Valve e o volume de acessos derrubou os servidores da empresa. O lançamento gerou um pico de reclamações no Downdetector enquanto os usuários tentavam vencer mensagens de erro de transação. Quinze minutos após o esgotamento total, uma pequena unidade de reestoque apareceu no site, mas os controles sumiram novamente em segundos. O prazo de entrega saltou de 3 para 10 dias úteis em poucos minutos. O caos lembrou o lançamento do Steam Deck em 2022, quando filas de espera duraram meses.
A trajetória do periférico é um exercício de ironia. O modelo original saiu de linha vendido por 5 dólares em uma queima de estoque. Agora, o sucessor esgota com a rapidez de um console de nova geração. Jacob Ridley, do site PC Gamer, avaliou o hardware como um produto sólido, embora tenha pontuado que o custo-benefício é inferior a opções da 8BitDo ou Gamesir. “Não há nada como o Steam Controller na forma como ele simula um mouse — uma combinação inteligente de trackpad e controles giroscópicos. Se você costuma jogar no sofá ou na cama, vale a pena conferir, mas se você busca apenas um controle de qualidade sem entradas extras, existem opções mais baratas, destacou Ridley.

A Valve aposta no ecossistema e não apenas na ficha técnica para justificar o preço.
A crise global de memória RAM alterou o cronograma da empresa, que pretendia lançar o controle junto com o Steam Frame e a nova Steam Machine. O controlador serviu como um teste logístico. A Valve confirmou que os outros dois aparelhos chegam ainda este ano, mas a falta de componentes e a pressão de fabricantes asiáticos de acessórios criam um ambiente de ceticismo. O desafio técnico é entregar o hardware completo antes que o mercado perca o interesse gerado por este esgotamento súbito.



