Apple estuda fabricar chips com Intel e Samsung nos EUA após perder prioridade na TSMC

A Apple perdeu o posto de maior cliente da TSMC. A liderança que a empresa de Cupertino sustentava desde 2014 chegou ao fim em 2025, quando a NVIDIA assumiu o topo da lista de faturamento da fabricante taiwanesa de semicondutores. Até o fechamento de dezembro de 2025, o fornecimento de chips para o processamento de inteligência artificial garantiu à NVIDIA uma fatia de 19% da receita da TSMC. A Apple, que em 2024 representava 25,2% das entradas financeiras da fundição, viu sua participação recuar para 17% no ano seguinte. Esse movimento de mercado retirou da Apple privilégios históricos na fila de produção, transferindo o foco e a prioridade para a gigante das GPUs.

O recuo na influência fabril em Taiwan forçou a Apple a explorar alternativas geográficas e comerciais. A Bloomberg reportou que a companhia estuda utilizar as plantas da Intel e da Samsung situadas nos Estados Unidos para a fabricação de seus processadores mais potentes. A rigidez da atual cadeia de suprimentos foi admitida pela própria Apple durante a última apresentação de resultados financeiros. Ter fábricas parceiras em solo americano, como a unidade de vanguarda da Samsung no Texas ou as fundições da Intel, funciona como uma barreira contra a escassez provocada pela corrida desenfreada das empresas de tecnologia por centros de dados. A Apple pode optar por trabalhar com os três fabricantes simultaneamente. Manter os ovos em cestas diferentes permite que a empresa dite o ritmo da produção sem ficar refém das prioridades de uma única fundição que agora olha com mais atenção para o dinheiro vindo da intelig4ência artificial.

Intel e Samsung tratam a possibilidade de fabricar os chips da Apple como uma ‘consagração’ técnica de suas divisões de fundição para terceiros. Para a Intel, produzir o coração dos dispositivos da Apple serviria como prova definitiva de que suas fábricas podem competir em escala e precisão com os líderes do setor. Para a Samsung, o contrato representaria um impulso para atrair outros clientes de peso na disputa direta que mantém com a TSMC há anos. O risco para a Apple reside na consistência. Enquanto a TSMC é uma operadora silenciosa que entrega bilhões de transistores com regularidade indiscutível, Intel e Samsung ainda precisam demonstrar que conseguem manter o mesmo nível de rendimento em volumes massivos.

O rompimento com a TSMC é improvável a médio prazo. A fabricante de Taiwan provou ser capaz de sustentar a produção de silício de ponta com uma escala que nenhuma outra empresa no mundo alcançou. O que ocorre agora é uma redistribuição estratégica de encomendas. A Apple sinaliza que não aceitará o segundo lugar na fila de espera da TSMC sem ter uma rota de fuga pronta em território ocidental. Se o silício é o novo petróleo, a Apple quer garantir que suas refinarias não estejam todas localizadas na mesma zona de conflito potencial.

 

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