Luciana Gimenez é citada em caso Epstein; apresentadora nega envolvimento

O nome de Luciana Gimenez foi muito comentado nas redes sociais nesta segunda-feira (9) por ter sido citada na série de documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) sobre o caso Epstein. Os arquivos mostram transferências milionárias destinadas a apresentadora.

Nos documentos com data de 2014, 2018 e 2019, o nome dos filhos de Gimenez, Lucas Jagger e Lorenzo Gabriel, também aparecem. Porém no material divulgado não há razão explícita sobre do que se tratam as transações e nem da conta de quem elas saíram.

No Instagram, Gimenez publicou uma se manifestando sobre o caso. A publicação diz que nunca se quer a apresentadora conheceu Jeffrey Epstein e que também não teve contato pessoal, profissional ou financeiro com o bilionário em nenhum momento de sua vida.

A nota também esclarece que, depois da vinculação do nome de Luciana Gimenez com Epstein, ela entrou em contato com o banco Deutsche Bank Trust Company Americas, onde tinha conta no exterior, para descobrir a razão da associação dos nomes e aguarda resposta.

Porém, segundo informações iniciais, o histórico foi solicitado ao banco pelo governo dos EUA. “Conforme informações preliminares obtidas junto ao banco, o governo americano solicitou os registros à instituição financeira em determinados períodos, sem qualquer seleção individualizada dos dados ou vinculação específica“, explicou a nota.

No final, o esclarecimento diz que o conjunto de documentos adquiridos foi encaminhado e publicado sem apuração prévia de conteúdo e contexto. Por isso o nome de Gimenez aparece junto a tantos outros clientes do banco que fizeram transferências na mesma época do bilionário, mas que todas as transferências apresentadas foram feitas da conta de investimentos da apresentadora para a conta de pessoa física dela mesma.

Gimenez permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Investigações sobre o caso Epstein

A polícia de Palm Beach, na Flórida, iniciou a investigação contra Epstein em 2005, após a família de uma menina de 14 anos relatar que ela havia sido abusada em sua mansão. O Departamento Federal de Investigação dos EUA (FBI, na sigla em inglês) juntou-se ao caso, e as autoridades coletaram depoimentos de várias adolescentes que afirmaram ter sido contratadas para realizar “massagens sexuais” em Epstein.

Apesar disso, os promotores acabaram oferecendo a Epstein um acordo que lhe permitiu evitar um processo federal. Ele declarou-se culpado de acusações estaduais de prostituição envolvendo menor de 18 anos e foi condenado a 18 meses de prisão.

Jeffrey Epstein tinha 66 anos quando foi encontrado morto no dia 10 de agosto de 2019 na cela que ocupava em uma prisão federal em Nova York.

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