Para muitos entusiastas de hardware, a percepção de que o macOS é “mais liso” que o Windows sempre foi um argumento comum. Mas, em 2026, os dados de telemetria finalmente transformaram essa impressão em números frios e preocupantes para a Microsoft. O relatório State of Digital Workspace 2026, publicado pela Omnissa (empresa nascida da divisão de computação de usuário final da VMware), revela um abismo de estabilidade entre as duas plataformas.
Baseado em dados coletados de milhões de dispositivos corporativos ao longo de 2025, o estudo aponta que o Windows registra 3,1 vezes mais desligamentos forçados (crashes de sistema) do que o macOS.
O abismo técnico nos aplicativos
A instabilidade não para no sistema operacional. Quando o assunto são os aplicativos do dia a dia, a diferença é ainda mais gritante:
-
Crashes de Apps: 2,2 vezes mais frequentes no Windows.
-
Travamentos (Hangs): Impressionantes 7,5 vezes mais comuns no sistema da Microsoft.
A Omnissa destaca que essas interrupções não são apenas “irritantes”; elas geram um impacto financeiro e psicológico massivo nas empresas. O estudo calculou que um trabalhador médio leva cerca de 24 minutos para recuperar o foco total após ser interrompido por um erro técnico ou reinicialização forçada. Em organizações com milhares de funcionários, esses minutos se transformam em milhares de horas de produtividade jogadas no lixo todos os meses.
Por que a diferença é tão grande?
Analistas apontam que a fragmentação do hardware no Windows — que precisa rodar em infinitas combinações de processadores, GPUs e drivers de diferentes fabricantes — continua sendo seu maior calcanhar de Aquiles frente ao ecossistema fechado e controlado da Apple.
O dataset da Omnissa cobriu mais de 17 setores globais, desde o mercado financeiro até o high-tech, e a conclusão é unânime: em um ambiente profissional onde a continuidade é moeda de troca, a Apple conseguiu manter uma vantagem competitiva que a Microsoft ainda não conseguiu anular com suas atualizações recentes.
Você também deve ler!
O clássico do desgosto: a história da famosa tela azul do Windows



