Vorcaro e ex-presidente do BRB divergiram em acareação sobre carteiras vendidas

O banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, divergiram sobre a origem dos créditos podres adquiridos pelo Banco Master a partir de janeiro de 2025 durante acareação feita pela Polícia Federal em 30 dezembro.

O vídeo foi pelo jornal digital “Poder360” e, posteriormente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Días Toffoli quebrou o sigilo de depoimentos. Na acareação, Vorcaro diz que não sabia que o Master venderia papéis da empresa Tirreno, mas sim papéis de terceiros, de forma genérica. Contudo, em sua declaração, o ex-presidente do BRB disse que os papéis eram do Master.

“A gente anunciou que faria vendas, né, naquela ocasião de originadores terceiros. A Tirreno nem eu mesmo sabia naquela ocasião, se eu não me engano”, disse Vorcaro. “Acho que a gente chegou a conversar por algumas vezes que a gente começaria um novo formato de comercialização que seria de terceiros carteiras originadas por terceiros não mais origem própria”, acrescentou.

Paulo Henrique, entretanto, negou as declarações. “Não tem essa informação de ser revendido pelo Master”, disse em seu depoimento. “Eu sabia que eram carteiras naquela ocasião, dos mesmos originadores que faziam para o Master”, acrescentou, informando que as inconsistências na documentação e a menção à Tirreno só vieram à tona meses depois do início das operações.

Entenda o caso

As liquidações do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, determinada em 15 de janeiro, expôs um dos episódios mais graves no sistema financeiro brasileiro.

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em novembro, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. Na quarta-feira (21), o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve o seu encerramento forçado.

Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.

No sábado (17), a FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.

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