Secretaria da Mulher realiza a última edição do ano do Chá das Rosas acolhendo também pacientes ostomizadas

Fotos: Rose Campos/Secom

A Secretaria da Mulher (Semul) realizou, na tarde desta quarta-feira (26), a última edição do ano do Chá das Rosas, reunindo um grupo de quase 40 pessoas. A ação contou com a participação do médico oncologista dr. Paulo Bispo e, além do já tradicional chá da tarde especial, com salgados e bolos, foram realizadas várias atividades paralelas, como maquiagem, com um profissional voluntário, que também deu dicas sobre automaquiagem às mulheres interessadas; a participação da empresa Engenharia do Drink, que ofereceu drinks sem álcool para todos os presentes, além da distribuição de lenços coloridos e estampados e, ainda, todas foram incentivadas a escrever de próprio punho uma cartinha, que será posteriormente encaminhada a outras pacientes oncológicas atendidas pelas entidades parceiras da Semul nessa iniciativa.

A atividade contou, mais uma vez, com a presença da secretária da Mulher, Rosangela Perecini. “Nós continuamos fazendo uma aproximação com várias das entidades de Sorocaba que trabalham com esse público e cuidam dessas pacientes e isso é essencial, pois sabemos da importância de proporcionar suporte e acolhimento a essas mulheres, que passam por uma jornada muito difícil na vida. E nós estamos aqui para acolher, não apenas com carinho e solidariedade, mas também atuando pela empregabilidade e empreendedorismo dessas mulheres, que são coisas capazes de transformar as vidas delas”, disse Rosangela.

Durante esta reunião também foi apresentada uma novidade para pacientes ostomizados. A Semul começou a desenvolver, com o apoio do Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), o protótipo de um adaptador sanitário portátil para as bolsas coletoras utilizadas por esses pacientes. “Ainda não chegamos à versão final, que está sendo aprimorada, mas o objetivo é poder proporcionar mais comodidade e conforto a essas pessoas ao disponibilizar esse novo dispositivo”, disse a chefe de Divisão de Desenvolvimento de Políticas para a Mulher, Juliana Rocha.

Novos participantes

Eliana Aparecida Fortes compareceu pela primeira vez ao encontro. E disse ter gostado muito da iniciativa. “Quando eu descobri que tinha câncer fiquei apavorada. A gente pensa que vai morrer. Além disso, não tinha ninguém na família com esse diagnóstico. E eu pensei: o que vai ser de mim? A verdade é que até hoje eu não sei, mas a gente vai lidando com um dia de cada vez. Eu fiz a cirurgia e depois apareceu uma série de sequelas. Meus dedos estão endurecendo, minhas pernas ficam adormecidas, inclusive nesta semana passei por uma série de exames, raios-x. Com tudo isso, eu fico nervosa, mas procuro me arrumar, sair, fazer coisas boas, distrair a cabeça. Como vir aqui para essa reunião”, ela conta. Não foi somente o câncer que mexeu com sua vida, como a perda do seu pai e a mudança de rotina, ao voltar a morar com sua mãe. A descoberta do diagnóstico veio em 2022 e o início do tratamento no ano seguinte. “Eu procuro andar olhando pra frente, encontrar outras mulheres e permanecer firme e forte. Então, eu digo, vamos levantar, vamos erguer a cabeça e tocar o barco, né? É isso aí. E aqui está sendo muito bom, com pessoas muito atenciosas, que eu agradeço muito.”

Em meio a tantas mulheres, esteve presente também o Amilton Amaro. Ele veio acompanhando sua esposa, que frequenta a Associação de Socorro Imediato a Pessoas com Câncer e Autismo (Asipeca). “Desde o primeiro dia que mencionaram, na Asipeca, o Chá das Rosas, eu pensei que poderia ser uma forma de conectá-la com mais pessoas. Eu, como terapeuta, sempre vejo a conexão com pessoas como um potencial ato de cura. Porque, a partir do momento que você divide a sua dor com o outro, o fardo se torna menor. Então eu não perco nenhuma oportunidade de incluí-la nesses grupos. Só que eu também sou beneficiado. Lá tem uma roda de conversa, do grupo com a psicóloga, e eu, como terapeuta, sei da importância disso. Este encontro aqui estou achando muito bom, porque está conectando pessoas, existe essa conversa, esse ouvir o outro. Ouvir pessoas com um microfone, falando de autoajuda, isso a gente vê o tempo todo na internet. Agora, um ouvir a dor do outro e poder compartilhar, isso é essencial. Falo não apenas como terapeuta, mas como marido que acompanha esse caso de perto”, ele comentou.

Em sintonia com o que relatou seu marido, Juliana Pontes Teixeira Amaro também elogiou a ação.

Estar aqui, no Chá das Rosas, é uma experiência extraordinária, porque é muito bom nesse momento a gente conviver com pessoas que passam por problemas parecidos com os da gente. E às vezes a gente pensa que não está bem, mas acaba vendo um caso de pessoas que não estão tão bem também, mas o fato de compartilhar acaba dando força uma para a outra. O exemplo do outro acaba fortalecendo também. Além de unir as pessoas. Eu sou nova aqui em Sorocaba, então conheço poucas pessoas. Mas eu vim para cá e me senti acolhida. Sinto muita gratidão”, conclui Juliana.

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