A Amazon pode estar caminhando para mais uma batalha legal de peso nos Estados Unidos. A Bloomberg reportou nesta terça-feira (16) que a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) está considerando uma queixa formal contra a gigante do e-commerce no âmbito de uma investigação em andamento sobre o Amazon Advertising: a acusação central é que a empresa teria induzido anunciantes ao erro nas condições de compra de espaço publicitário em sua plataforma.
Leilões opacos e preços de reserva no centro do inquérito
A investigação não é nova, mas a possibilidade concreta de uma ação judicial eleva o nível de pressão. Segundo a Bloomberg, a apuração conta com a participação de vários procuradores-gerais estaduais, o que transforma o caso em uma frente coordenada, e não apenas uma iniciativa isolada do regulador federal. A unidade de proteção ao consumidor da FTC conduz as investigações com foco em dois pontos: se Amazon e Alphabet (controladora do Google) divulgaram corretamente os termos e os preços praticados no mercado de anúncios, e se os dois players enganaram quem compra espaço publicitário em suas plataformas.
No caso específico da Amazon, o regulador quer entender como funcionam os leilões de publicidade da empresa e, principalmente, se o chamado “preço de reserva” foi comunicado de forma adequada aos anunciantes. O termo designa o valor mínimo que um comprador precisa aceitar antes de poder adquirir um anúncio: se esse piso não for informado com clareza, o anunciante entra no leilão sem conhecer as regras do jogo, o que configura potencial prática enganosa.
Histórico pesado e desfecho previsto para o verão americano
A Bloomberg indica que a investigação pode ser encerrada ainda neste verão estadunidense, seja por ação judicial, seja por acordo. O precedente mais recente é emblemático: a Amazon concordou em pagar US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 12,7 bilhões) em multas e reembolsos a assinantes do Prime para encerrar acusações da FTC de que teria enganado consumidores para gerar assinaturas. A FTC não comentou o caso; a Amazon não respondeu quando procurada pela Reuters.
Fonte: Bloomberg
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