O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) desenvolveu um protótipo de grades de contenção de resíduos, para facilitar as manutenções diárias das saídas das galerias de águas pluviais existentes nas margens no Rio Sorocaba. O projeto começou a ser instalado nesta terça-feira (12), em pontos estratégicos do município, em fase de teste, e será ampliado para mais dispositivos de drenagem por toda cidade, ao longo deste ano.
O Saae/Sorocaba rotineiramente, sem o novo projeto, faz a manutenção e limpeza de cerca de 500 bocas de lobo por mês. Na cidade toda são cerca de 5 mil, sendo que, em média, são retirados entre oito e dez mil metros cúbicos de material todo ano, equivalente por volta de 700 a 900 caminhões de sedimentos. Em torno de 30 funcionários atuam nesse trabalho, auxiliados por caminhão de hidrojateamento, para desentupir as galerias.
Com as grades de contenção, as equipes terão mais agilidade para retirar o acúmulo da sujeira que possa chegar às margens do Rio Sorocaba no dia a dia e atenderão a manutenção de mais dispositivos de drenagem na programação. A ideia principal é diminuir o acúmulo de detritos e, consequentemente, auxiliar na prevenção de enchentes.
Descarte correto de lixo
Mesmo diante desse projeto, o Saae/Sorocaba reforça a orientação para que os cidadãos nunca descartem o lixo nas vias públicas, nem em terrenos e muito menos em cursos d’água, córregos ou rios. Também devem impedir que materiais de construção, como areia ou pedras, por exemplo, sejam levados pela água da chuva. Ainda, podem colaborar varrendo as suas próprias calçadas e recolhendo as folhas das árvores.
Os objetos mais frequentemente retirados das bocas de lobo são as garrafas pets, sacolas plásticas, madeiras, materiais e resíduos de construção (areia, pedras, terras e entulhos) e isopor. Mas há até casos de peças de carros e motos ou animais mortos serem encontrados nas bocas de lobo.
Durante as obras de construção ou reforma de imóveis os cuidados devem ser redobrados. O depósito dos materiais de construção e entulhos nas calçadas é levado pelas chuvas e o correto é manter em caçambas.
Por sua vez, a confecção da argamassa sobre o asfalto, além de danificar o pavimento da rua, ainda pode escoar para as bocas de lobo, quando lavado ou se chove. Essa prática faz com que a massa endureça dentro das caixas e tubulações, reduzindo as suas capacidades. Segundo o Saae/Sorocaba, essa ocorrência é danosa ao sistema de drenagem, pois a correção somente é feita com reforma das caixas e trocas das tubulações.
Além disso, os córregos, cursos d’água e rios também são prejudicados pelo descarte irregular de lixo ou outros materiais, contribuindo para as inundações.



