O Googlebook é a nova aposta do Google para enfrentar o domínio do Windows e do macOS no mercado de computadores pessoais. Apresentado durante o evento The Android Show, o dispositivo deixa de ser focado apenas em telas sensíveis ao toque para operar em um ambiente de produtividade tradicional. A estratégia utiliza o que o mercado chama de ‘Aluminium OS’, uma interface adaptada para o formato horizontal que tenta unir a agilidade dos smartphones à robustez necessária para o trabalho de escritório. Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo são os primeiros parceiros do Google que lançarão notebooks desse novo formato.
Introducing Googlebook, the first laptop designed for Gemini Intelligence. It’s crafted for heavyweight performance, built with Gemini at the core and perfectly synced with your Android phone. Coming this fall. 💻✨#TheAndroidShow pic.twitter.com/rn4pztApmp
— Google (@Google) May 12, 2026
Inteligência artificial e o fim do cursor passivo
O controle do sistema ocorre por meio do Magic Pointer, recurso que utiliza o Gemini Intelligence para oferecer sugestões contextuais conforme o usuário movimenta o mouse. Agitar o cursor sobre uma data em um texto permite agendar reuniões automaticamente, enquanto apontar para imagens de objetos possibilita visualizá-los de forma conjunta no espaço de trabalho. A inteligência artificial também gera widgets dinâmicos baseados na linguagem visual Material 3 Expressive, organizando informações de voos ou reservas de hotel sem que o usuário precise abrir aplicativos específicos.
A interface inclui suporte nativo para pastas no ambiente de trabalho e um sistema de múltiplos escritórios virtuais para organizar o fluxo de tarefas. O painel de notificações e os ajustes rápidos foram reconstruídos para não interromper a atividade principal, permitindo acessos rápidos em janelas laterais. Para quem digita o dia inteiro ou depende de navegação rápida, o Google incluiu uma biblioteca de atalhos de teclado e gestos avançados para o painel tátil (touchpad).
Hardware baseado em ARM e o desafio da eficiência
Os novos portáteis utilizam processadores com arquitetura ARM, especificamente a linha Snapdragon X, já presente em máquinas com Windows. Embora ofereçam um desempenho suficiente para tarefas cotidianas e edição de documentos, o hardware enfrenta a concorrência direta da série M da Apple em termos de potência bruta. A autonomia de bateria é o pilar central desta escolha técnica, aproveitando a otimização do núcleo (kernel) para reduzir o consumo de energia durante processos granulares.
A estrutura física do Googlebook traz uma barra de luz com as cores da marca como se fosse uma assinatura visual da linha. No interior do sistema, um gerenciador de tarefas inédito permite que o usuário monitore o consumo de recursos de cada aplicativo de forma detalhada, uma função herdada da necessidade de controle de processos do mundo móvel. O sistema é o resultado de um trabalho conjunto entre Google e a Samsung, evoluindo conceitos aplicados anteriormente no modo DeX.
Sincronização com o ecossistema iOS
O Google decidiu quebrar o isolamento entre sistemas e incluiu a ferramenta Link to iOS no novo ecossistema. A função permite sincronizar dados de iPhones diretamente com o Googlebook, facilitando a migração de usuários que utilizam dispositivos da Apple, mas desejam a interface do Google no computador. A interoperabilidade se estende ao compartilhamento instantâneo de conexão de rede e à continuidade de tarefas iniciadas no celular.
O sucesso do ‘Aluminium OS’ depende da otimização das aplicações, que hoje ainda operam, em parte, como versões de navegador encapsuladas ou interfaces móveis esticadas. O catálogo de aplicativos da Play Store está disponível integralmente, mas a experiência de uso com mouse e teclado precisa de ajustes para não parecer apenas um tablet gigante. O Google tenta evitar o histórico dos Chromebooks, que não atingiram o público de alto desempenho devido à percepção de serem ferramentas limitadas à computação em nuvem.
Quando lança?
O Google ainda não divulgou uma data exata, mas acontecerá ainda em 2026



