O “Ano da Eficiência” de Mark Zuckerberg parece não ter data para acabar. Mesmo após um 2025 financeiramente brilhante, com receita superior a US$ 200 bilhões, a Meta cortará cerca de 8.000 funcionários, quase 10% do seu quadro global, a partir de 20 de maio de 2026.
Lucro alto, tolerância baixa
Diferente das demissões de 2023, que visavam “estancar o sangue” após a queda das ações, o movimento atual é puramente estratégico. A Meta quer ser uma empresa de IA primeiro, e redes sociais depois. Para isso, Zuckerberg está eliminando níveis de gerência e substituindo funções administrativas por ferramentas de automação. A empresa inclusive criou uma nova estrutura, a Applied AI, para onde os engenheiros sobreviventes estão sendo movidos. O objetivo? Criar sistemas autônomos capazes de escrever código e realizar tarefas complexas que hoje exigem humanos. “Estamos começando a ver projetos que antes exigiam grandes equipes sendo realizados por uma única pessoa muito talentosa”, disse Zuckerberg.
O setor em ebulição
A Meta não está sozinha nessa. O setor de tecnologia nos EUA vive uma limpeza profunda:
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Amazon: Cortou 30.000 funcionários focados em tarefas intelectuais recentemente.
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Block (Fintech): Demitiu quase metade do staff em fevereiro de 2026.
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Layoffs.fyi: Registra mais de 73 mil demissões no setor tech apenas nos primeiros meses de 2026.
O foco saiu do crescimento desenfreado para a rentabilidade extrema via algoritmos. No novo ecossistema de Zuckerberg, ser “eficiente” não é mais o bastante; o desafio agora é provar que você é mais valioso que a IA que a própria empresa está construindo para te substituir.



