Lula critica “uso do comércio como arma” em discurso na Coreia do Sul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a tentativa de usar o comércio como arma afirmando que a forma de combater a medida é alcançando entendimentos por meio do diálogo e da negociação.

“A melhor resposta à tentativa de usar o comércio como arma é mostrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação. A relação entre o Brasil e a República da Coreia, dois países ligados por fortes laços humanos e vínculos empresariais, é a prova de que a confiança e a cooperação valem a pena”, declarou o presidente.

Lula discursou durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul, nesta segunda-feira (23).

A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma nova tarifa global de 10% na sexta-feira (20) por meio da seção 122 do Ato do Comércio de 1974 depois da Suprema Corte barrar o uso da IEEPA (Lei de Poderes Econômicos e Emergência Internacional, na sigla em inglês).

No sábado (21), ele decidiu aumentar para 15%.

Antes de viajar para a Coreia do Sul, Lula mandou um recado ao líder americano: “Quero dizer ao presidente Trump que nós não queremos uma nova Guerra Fria. Não queremos ter preferência por nenhum país, queremos ter relações iguais com todos os países. Nós queremos tratar todos em igualdade de condições e receber deles também um tratamento igualitário com os outros países”, disse ele.

O presidente brasileiro também defendeu um acordo entre o Mercosul e  Coreia do Sul, destacando o acordo entre Mercosul e União Europeia.

“O Mercosul está progredindo em tratativas comerciais com diversos países. Depois de duas décadas, assinamos acordo com a União Europeia, que criou uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Precisamos, agora, retomar as negociações de um Acordo MERCOSUL-República da Coreia”, afirmou Lula.

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