Em dia de relativa retomada do apetite por risco no exterior, o Ibovespa tomou o elevador e saiu de seu primeiro fechamento no nível de 166 mil, na terça-feira (20), para o primeiro aos 171 mil pontos, nesta quarta-feira (21), patamar recorde também atingido pela primeira vez no intradia. Foi a primeira vez desde 9 de abril passado (+3,12%) que o Ibovespa obteve um ganho diário na casa de 3%, e também o maior avanço em porcentual em quase três anos para o índice, desde 11 de abril de 2023 (+4,29%).
No melhor momento, bem perto do ajuste final, quase tocou os 172 mil pontos, aos 171 969,01, e, no encerramento, ainda mostrava alta de 3,33%, aos 171.816,67 pontos, com giro financeiro muito reforçado aos R$ 53,3 bilhões, bem acima da média móvel de 200 períodos e em nível bem pouco usual fora dos dias de vencimento de opções sobre o índice. Na mínima, na abertura, indicava 166.277,91 pontos. Na semana, o Ibovespa sobe 4,26%, colocando o ganho acumulado até aqui no mês e no ano a 6,64%.
Em dólar, o desempenho desta quarta – em que a moeda americana fechou em baixa de 1,11%, a R$ 5,3208 – coloca o Ibovespa a 32 291,51 pontos, após ter encerrado dezembro aos 29.354,16 pontos. Ainda assim, permanece longe do topo registrado em julho de 2008 quando, convertido para a moeda americana, quase encostou nos 45 mil pontos, com o dólar girando então em torno de R$ 2,20.
Para que o Ibovespa atinja valores similares na moeda americana, precisaria se aproximar dos 240 mil em termos nominais – algo ainda fora do horizonte próximo, mesmo quando se consideram as previsões otimistas para 2026.

