O Google AI Plus ganhou um reforço silencioso mas concreto no Brasil: sem qualquer alteração no preço de R$ 24,99 por mês, os assinantes passam a ter 400 GB de armazenamento em nuvem, o dobro dos 200 GB anteriores. A mudança já está ativa, conforme confirmado pela equipe de comunicação da empresa.
Por que o Brasil ficou de fora do corte de preço
Nos Estados Unidos, a equação foi diferente: além do aumento de espaço, os assinantes americanos viram o valor mensal cair de US$ 7,99 para US$ 4,99. O Google explicou que o preço brasileiro não foi ajustado porque já operava próximo ao novo patamar americano: com o câmbio atual, US$ 5 equivalem a pouco mais de R$ 25. A lógica é defensável, mas deixa evidente que o Brasil estava pagando, proporcionalmente, um dos preços mais alinhados ao dólar dentro do portfólio global do Google, sem necessariamente ter recebido o mesmo tratamento em benefícios até agora.
Tokens, limites e a hierarquia de planos do Gemini
O reajuste de armazenamento não existe no vácuo: ele faz parte da estrutura de cobrança por tokens que o Google adota em seus serviços de IA, modelo que tem gerado tensão no setor. A camada gratuita oferece acesso ao app Gemini com o modelo Nano em capacidade básica, voltada para uso cotidiano leve.
A partir daí, os planos escalam por multiplicadores de limite: o Plus entrega 2x por R$ 24,99, o Pro chega a 4x por R$ 96,99 e o Ultra vai até 20x por R$ 779,90. A lógica é transparente, mas o salto de preço entre os planos intermediário e topo de linha é considerável, especialmente em um mercado onde o dólar alto já corrói o poder de compra de quem acompanha as assinaturas tech.
400 GB no contexto do ecossistema Google
Para o assinante que já usa o Google Workspace ou depende do Google Drive como repositório principal, sair de 200 GB para 400 GB sem pagar nada a mais é um ganho objetivo. O Google One sempre usou o armazenamento como isca para consolidar o usuário dentro do ecossistema, e a estratégia agora se estende ao braço de IA: quem paga pelo Gemini Plus não está comprando apenas capacidade de processamento de prompts, está comprando infraestrutura de nuvem a um custo que, no cenário atual de 2026, compete diretamente com outras opções do mercado.
O movimento do Google com o AI Plus no Brasil é mais estratégico do que parece à primeira vista. Dobrar o armazenamento sem subir o preço é uma forma de aumentar o valor percebido da assinatura sem tocar na linha de receita, especialmente em um mercado onde o preço já estava ajustado ao piso americano. Para o entusiasta que usa o Gemini como ferramenta de trabalho e ainda não migrou para o plano pago, o cálculo ficou mais fácil: R$ 24,99 por mês, 400 GB e acesso expandido aos modelos do Google é uma proposta que começa a fazer sentido mesmo para quem hesitava na camada gratuita.
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