Família não quer contar a Ana Paula Renault sobre a morte do pai até o fim do BBB 26

A família de Ana Paula Renault decidiu não comunicar à sister a morte do pai, o ex-deputado Gerardo Henrique Machado Renault, ocorrida na noite deste domingo (19). A jornalista, apontada como favorita ao prêmio, seguirá confinada no BBB 26 e pode ser coroada campeã na final desta terça-feira (21) sem saber da perda.

A decisão foi anunciada em nota da equipe da participante e atende a um pedido feito pelo próprio Gerardo ainda em vida. Foi ele quem insistiu para que a filha voltasse ao reality, dez anos depois de sua primeira edição.

Atualização: no início da edição deste domingo, contudo, Tadeu Schmidt avisou que Ana Paula foi informada da morte do pai e decidiu continuar no programa.

“Foi ele quem pediu que Ana voltasse”

“Diante de um momento tão doloroso, a família decidiu respeitar a vontade que ele expressou em vida e não comunicá-la”, diz o comunicado. “Ana Paula permanecerá no programa. Sua volta nunca significou apenas dinheiro. Representa um sonho cultivado ao longo de 10 anos, uma oportunidade única de revisitar sua história, de se reencontrar com partes importantes de si mesma e de viver um caminho que também era desejado por seu pai.”

A nota reforça que a escolha por não retirá-la do confinamento foi feita por amor e em respeito à vontade paterna.

“Foi ele quem pediu que Ana voltasse. Foi ele quem desejou vê-la ocupando novamente esse lugar. E é por amor, por força e em respeito a esse desejo que a família escolheu não retirá-la do programa”, afirma o texto. A equipe encerrou pedindo respeito à dor de Ana Paula e dos familiares.

Preocupação demonstrada no confinamento

Durante o programa, Ana Paula chegou a demonstrar publicamente preocupação com a saúde do pai. Gerardo foi internado duas vezes no período do confinamento da filha.

Em uma das ocasiões, deu entrada no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, com infecção urinária e episódios de confusão mental — quadro comum em idosos com esse tipo de infecção. Na outra, apresentou quadro de desidratação.

Gerardo tinha 96 anos e teve longa trajetória política em Minas Gerais. Começou como vereador de Belo Horizonte pela UDN em 1951, foi deputado estadual pela Arena entre 1967 e 1978 e deputado federal de 1978 a 1987. A causa da morte não foi divulgada.

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