Dono do Shakhtar doa R$ 1 milhão a ucraniano desclassificado das Olimpíadas

Rinat Akhmetov, proprietário do clube ucraniano Shakhtar Donetsk, doou mais de US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) a Vladyslav Heraskevych após o competidor ser desclassificado dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina antes mesmo de competir. O ao atleta de skeleton perdeu a sua vaga por usar um capacete com imagens de atletas ucranianos mortos na guerra com a Rússia.

Heraskevych, de 27 anos, foi desclassificado na semana passada depois que o júri da Federação Internacional de Bobsled e Skeleton (IBSF) decidiu que as imagens no capacete — retratando atletas mortos desde a invasão russa à Ucrânia em 2022 — violavam as regras sobre manifestação de atletas nos Jogos.

Ele perdeu um recurso na Court of Arbitration for Sport poucas horas antes das duas últimas descidas de sua prova, após já ter ficado fora das duas primeiras descidas devido à desclassificação.

 

 

O atleta havia sido autorizado a treinar por vários dias com o capacete. No entanto, o Comitê Olímpico Internacional o advertiu um dia antes do início de sua competição de que ele não poderia utilizá-lo durante as provas.

“Vlad Heraskevych foi privado da oportunidade de competir pela vitória nos Jogos Olímpicos, mas retorna à Ucrânia como um verdadeiro vencedor”, afirmou Akhmetov em comunicado do clube.

“O respeito e o orgulho que ele conquistou entre os ucranianos por meio de suas ações são a maior recompensa. Ao mesmo tempo, quero que ele tenha energia e recursos suficientes para continuar sua carreira esportiva, bem como para lutar pela verdade, pela liberdade e pela memória daqueles que deram suas vidas pela Ucrânia”, completou.

O valor doado é equivalente ao prêmio pago pela Ucrânia aos atletas que conquistam medalha de ouro nos Jogos.

Caso gerou controvérsia no COI

O caso dominou as manchetes no início da Olimpíada, com a presidente do COI, Kirsty Coventry, reunindo-se com Heraskevych na manhã de quinta-feira (12) na pista de gelo, em uma tentativa frustrada de última hora de chegar a um acordo.

O COI sugeriu que ele usasse uma braçadeira preta e exibisse o capacete antes e depois da prova, mas afirmou que utilizá-lo durante a competição violava as regras que proíbem manifestações políticas nas áreas de disputa.

Heraskevych também recebeu elogios do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.

Leia mais

Variedades
Com economia forte, essa cidade virou destino de famílias em busca de qualidade de vida
Variedades
CBF define datas e horários dos jogos da 4ª fase da Copa do Brasil
Sorocaba
Casa do Trabalhador oferece 105 vagas de emprego na segunda-feira (16)
Tecnologia
Meta apresenta quatro chips próprios para IA e planeja reduzir uso de GPUs da NVIDIA até 2027
Variedades
Nem azulejos, nem tinta: tendências para transformar o banheiro em 2026
Variedades
Rio: etnólogo da cultura afro-brasileira, Edison Carneiro ganha mural

Mais lidas hoje