Commodities recuam em NY e Chicago nesta terça-feira (17)

As bolsas americanas retomaram as negociações com baixas após o feriado do Dia dos Presidentes. No fechamento da bolsa de Nova York desta terça-feira (17), os contratos de café arábica com entrega para março (os mais negociados) registraram queda de 4,88%, cotados a US$ 2,8375 por libra-peso.

Os preços do café recuaram devido à perspectiva de uma safra recorde no Brasil. Segundo a consultoria Barchart, os papéis do grão estão sob essa pressão nas últimas três semanas.

Em fevereiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), afirmou que a produção de café no Brasil deve crescer 17,2% em 2026. No total, a colheita deve alcançar 66,2 milhões de sacas, sendo que a produção de arábica deve aumentar 23,2%.

Cacau

Os preços futuros do cacau com vencimento para março seguiram o ritmo registrado nesta manhã e acumularam queda de 4,64%, a US$ 3.415 por tonelada. A ampla oferta global e a demanda fraca pressionam os preços para baixo.

Em janeiro, a StoneX divulgou margens excedentes de cacau de 287 mil toneladas na safra 2025/26 e de 267 mil toneladas na safra 2026/27. A Organização Internacional do Cacau (ICCO) informou, também em janeiro, que os estoques globais de cacau aumentaram 4,2% e atingiram 1,1 milhão de toneladas.

Algodão

Os papéis de algodão para março caíram 1%, cotados a 61,49 centavos de dólar por libra-peso e aliviaram a queda registrada no início do pregão na bolsa de Nova York.

Açúcar

O açúcar demerara com entrega para março encerrou o dia com leve queda de 0,07%, com os contratos cotados a 13,48 centavos de dólar por libra-peso. Os futuros do açúcar são influenciados por ajustes técnicos após os preços atingirem o menor nível dos últimos cinco anos em Nova York, de acordo com a consultoria Barchart. Ainda assim, o superávit na produção global de açúcar esperado para a temporada 2026/27 pode conter as altas dos preços futuros.

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros de trigo fecharam em queda nesta terça-feira (17), pós-feriado nos Estados Unidos. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em março recuaram 1,78%, cotados a US$ 5,39 por bushel.

O movimento amplia as perdas registradas na última sexta-feira (13), após os preços recuarem das máximas de vários meses estabelecidas na quinta-feira (12). Segundo operadores, a realização de lucros e ajuste de posições contribuem para o movimento.

A pressão adicional vem da informação de que o governo da Índia permitirá a exportação de 2,5 milhões de toneladas de trigo. O país, segundo maior produtor mundial do cereal, busca apoiar produtores locais em meio a protestos relacionados a um acordo comercial entre Índia e Estados Unidos.

Milho

No mercado do milho, os contratos para março recuaram 1,22%, a US$ 4,2650 por bushel. O cereal encontra dificuldade para sustentar a recuperação observada no fim de janeiro, após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicar melhora na demanda.

Segundo análise da Trading Economics, embora haja avanço no consumo, o nível ainda não aperta de forma significativa a oferta. A consultoria também aponta que as expectativas de outra grande safra brasileira e ajustes marginais na oferta externa indicam competição intensa nas exportações.

Soja

A soja fechou próxima da estabilidade, e os contratos com vencimento em março avançam 0,23%, a US$ 11,3463 por bushel.

A oleaginosa vem de perdas nas últimas sessões, depois de os preços recuarem das máximas de vários meses atingidas na semana passada. O movimento é influenciado pela demanda mais fraca da China, maior importadora mundial, que permanece fora do mercado durante um feriado de uma semana em virtude do Ano Novo Chinês, reduzindo o interesse de compra no curto prazo, pontua a Trading Economics.

No Brasil, a área colhida de soja na temporada 2025/26 atingiu 22,3% do total semeado até sexta-feira (13), ante 16,78% no mesmo período de 2025, conforme dados da consultoria Pátria AgroNegócios. A média dos últimos cinco anos para o período é de 18,40%. Segundo a consultoria, a colheita perde ritmo em razão de chuvas excessivas no Centro-Norte do país.

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