O CEO da NVIDIA, Jensen Huang afirmou que a China não terá acesso às aceleradores Blackwell nem à futura arquitetura Rubin. A declaração ocorreu durante o Milken Institute Global Conference, em Los Angeles, onde o executivo defendeu que os Estados Unidos precisam deter o hardware de inteligência artificial mais avançado do mercado. Para o dirigente da NVIDIA, manter a tecnologia de ponta em solo americano é uma questão de segurança nacional e arrecadação tributária. Na prática, a estratégia mantém os centros de processamento de dados chineses operando com silício de gerações passadas.
0% foi a participação de mercado da NVIDIA em aceleradores na China durante o primeiro trimestre de 2026. Nenhuma unidade da arquitetura Hopper chegou ao país no período. O governo americano aprovou as exportações do modelo H200 em novembro, com a condição de repasse de 25% do valor ao Tesouro dos EUA. A empresa prefere alocar a capacidade produtiva da TSMC, que utiliza os mesmos processos N4 e N5 para Hopper e Blackwell, em pedidos americanos mais caros e sem divisão de receita com o Estado. A AMD ocupou esse espaço vazio ao movimentar 390 milhões de dólares em unidades Instinct MI308X para clientes chineses.
Wafers de silício e regras de exportação ditam quem possui a melhor infraestrutura em 2026. A fabricação da linha Rubin em processo de 3 nanômetros (N3) deve liberar as linhas de produção mais antigas da TSMC. Huang sugeriu que versões limitadas da Blackwell podem chegar à China quando a Rubin estiver disponível em massa. Enquanto o novo hardware não desembarca, o mercado chinês depende de chips projetados por rivais locais ou de unidades obtidas via canais paralelos.
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