A Apple foi responsável por 40,1% do mercado global de tablets no primeiro trimestre de 2026. Segundo o relatório da consultoria Omdia, a empresa subiu sua participação em relação aos 37,2% registrados no mesmo período do ano anterior. O setor caminha em ritmo de estagnação, com crescimento anual de apenas 0,1%. Enquanto o Google tenta ajustar sua estratégia com o Android, o iPad Air sustenta as vendas da Maçã, impulsionado tanto por novos modelos quanto por queimas de estoque de gerações antigas. O consumidor brasileiro, que enfrenta preços elevados e hardware que dura anos, evita trocar de aparelho sem uma justificativa técnica de desempenho.
Samsung ocupa a segunda posição, mas os números mostram um recuo de 12,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. O cenário é oposto para Huawei e Lenovo, que registraram crescimento de 28,1% e 20%, respectivamente. Ambas as marcas chinesas focam na faixa de preço intermediária e alta, o mesmo território do iPad Air, ignorando a saturação dos modelos de entrada e dos dispositivos de luxo extremo. Ninguém faz esse movimento por acaso, mas para capturar o comprador que busca utilidade profissional sem o custo de um laptop.
A demanda global sofre com o aumento nos custos de produção gerado pela crise dos chips de memória e pela instabilidade geopolítica. Com atualizações geracionais cada vez menos significativas em termos de design e poder de processamento, o intervalo entre as trocas de aparelhos aumentou. O tablet atingiu um nível de maturidade técnica onde o modelo de três anos atrás executa as mesmas tarefas que o lançamento atual, o que desencoraja o gasto em um mercado pressionado por daltos e flutuações cambiais.
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