A cidade fluminense onde um sítio arqueológico milenar convive com o maior festival de jazz da América Latina

Na Costa do Sol, Rio das Ostras é uma cidade fluminense que guarda 14 praias, um sítio arqueológico de milênios e um festival de música que transforma a areia em palco todo mês de junho. Um destino menos badalado que as vizinhas Búzios e Cabo Frio, com a mesma cor de mar.

De “lugar de ostra” a cidade da Costa do Sol

Os povos originários chamavam este trecho do litoral de Leripe, palavra tupi-guarani que significa lugar de ostra. O nome se manteve em essência: o rio que corta a região é margeado por manguezais onde as ostras sempre cresceram em abundância.

No período colonial, a faixa litorânea fazia parte de uma sesmaria doada aos jesuítas em 1630. Eles ergueram o Poço de Pedras no século XVIII, reconstruído em 2000 a partir de registros fotográficos antigos. O poço servia de ponto de abastecimento para navegadores que cruzavam a Baía Formosa.

O sambaqui que guarda a história mais antiga do litoral

O Sambaqui da Tarioba foi registrado pelo Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) em 1967. O sítio preserva esqueletos, conchas e ferramentas de pedra de povos que viviam entre o rio e o mar há milênios.

O museu funciona no formato “in situ”, em que o visitante caminha sobre o próprio sambaqui e observa o material exatamente como foi encontrado. O termo sambaqui vem do tupi e significa amontoado de conchas, hábito que deu nome ao município séculos depois.

    O vídeo do canal “De fora em Juiz de Fora” explora os principais atrativos desta estância balneária:

    Quais praias merecem tempo no roteiro?

    As 14 praias se distribuem por 28 km de costa, segundo o portal oficial da Prefeitura. Algumas com mar calmo e sombra de árvores, outras com ondas e costões ideais para pescaria.

    • Praia de Costazul: orla com píer de 200 metros que avança no mar, ideal para o nascer do sol e a pesca de caniço.
    • Praia do Centro: curta e acolhedora, abriga a figueira centenária que, segundo relatos históricos, teria oferecido sombra a imperadores em passagem pela região.
    • Praia da Joana: águas calmas cercadas por árvores, indicada para famílias com crianças pequenas.
    • Praia da Tartaruga: ponto preferido dos praticantes de surfe, com ondas regulares o ano todo.
    • Praça da Baleia: mirante com escultura de jubarte que virou símbolo da cidade.
    • Monumento Natural dos Costões Rochosos: reserva ecológica entre a Praia da Joana e a Praça da Baleia, com fauna e flora preservadas.

    O festival que mudou o calendário da cidade

    Em 2003, a primeira edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival reuniu nomes como Stanley Jordan e Naná Vasconcelos em palcos montados na areia. A aposta do produtor Stênio Mattos transformou a identidade cultural do balneário.

    O evento acontece entre maio e junho, com palcos ao ar livre espalhados pela cidade. Em 2024, celebrou 20 edições consolidado como um dos principais festivais de jazz e blues do continente, segundo cobertura da revista americana DownBeat.

    O que comer entre uma praia e outra?

    A cozinha local reflete a vocação pesqueira da antiga vila. Frutos do mar frescos e receitas caiçaras ocupam os cardápios dos quiosques da orla.

    • Ostras frescas: servidas nos quiosques da Praia do Centro, geralmente com limão e molho de pimenta.
    • Peixe na telha: filé cozido ao forno com tomate, pimentão e queijo gratinado, prato comum em restaurantes à beira-mar.
    • Moqueca capixaba: preparada com urucum e azeite, servida em panelas de barro.
    • Bolinho de aipim com carne-seca: petisco popular nos bares da orla, acompanha chopp gelado.

    Leia também: Com 3,2 milhões de turistas em um único mês, essa cidade também se destaca pelo alto número de doutores.

    Qual a melhor época para visitar a cidade balneária?

    O verão concentra o maior movimento nas praias, mas é também o período de chuvas mais intensas. O inverno oferece preços mais acessíveis e a programação do festival de jazz.

    praias
    passeios de barco
    trilhas nos Costões Rochosos
    Festival de Jazz e Blues
    Sambaqui
    patrimônio histórico

    Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

    Como chegar ao balneário fluminense?

    Rio das Ostras fica a 170 km do Rio de Janeiro pela BR-101 e RJ-106, cerca de duas horas e meia de carro. Ônibus regulares partem da Rodoviária Novo Rio ao longo do dia. O aeroporto mais próximo é o de Cabo Frio, a 40 km.

    O balneário tranquilo da Costa do Sol

    Rio das Ostras combina o que a Costa do Sol tem de melhor sem a multidão dos destinos vizinhos. Sambaqui milenar, baleia de bronze, praias de água calma e um festival que transforma a areia em palco de jazz.

    Você precisa conhecer Rio das Ostras e entender como uma antiga vila de pescadores virou um dos segredos mais bem guardados do litoral fluminense.

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