Jogo do Brasil faz tráfego em data center atingir pico histórico de 951,89 Gb/s

O Elea data center localizado no Rio de Janeiro registrou, durante a partida entre Brasil e Escócia no dia 24 de junho, um pico histórico de 951,89 Gb/s de trânsito de dados. O momento exato coincidiu com o segundo gol de Vini Jr, por volta das 19h30, e marca o maior índice de throughput já detectado pela empresa ao longo desta Copa do Mundo. O número é um retrato em tempo real de como a infraestrutura digital brasileira responde quando todo o país para para assistir ao mesmo segundo.

RJO1: o nó que o Brasil travou por um gol

Com dois gols de Vini Jr, Brasil vence a Escócia e se classifica em 1º do  grupo - Metro 1

O servidor identificado como RJO1 é o responsável pelo processamento das transmissões da Globo e do Globoplay, as principais plataformas de distribuição dos jogos no país. Durante o gol que disparou o pico, o nó precisou absorver uma demanda que coloca em perspectiva o que significa escalar infraestrutura para eventos de audiência massiva e simultânea. Para se ter uma base de comparação, as partidas anteriores da seleção também geraram picos expressivos: 865,27 Gb/s durante o confronto contra o Haiti, em 19 de junho, e 865,02 Gb/s na estreia contra o Marrocos, em 13 de junho. A progressão dos números acompanha o avanço do torneio, e a tendência é clara: quanto mais a seleção avança, maior o estresse na rede.

A Elea destaca que a alta demanda não vem exclusivamente do stream dos jogos. Redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e serviços financeiros contribuem de forma combinada para o pico, especialmente nos momentos de gol, quando o comportamento do usuário muda de forma quase instantânea: ele assiste, reage, compartilha e comenta ao mesmo tempo. Para a infraestrutura, é como se vários eventos distintos acontecessem simultaneamente no mesmo intervalo de segundos.

A rede que precisa se multiplicar por cinco

A operadora TIM é uma das que já tem planos concretos para o que vem pela frente. A empresa projeta uma demanda cinco vezes maior do que o habitual nas próximas fases do torneio, um número que não é exagero se a progressão dos picos do Elea servir de indicador. Para dar conta disso, a TIM afirma ter reduzido a latência da sua rede e fechado parcerias com plataformas de streaming.

O diferencial declarado pela operadora é o uso de inteligência artificial para gestão dinâmica da rede em tempo real, um modelo que permite ajustar a alocação de recursos conforme a demanda flutua, sem depender de intervenções manuais que seriam inviáveis na velocidade em que os picos acontecem.

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