O mercado de inteligência artificial inflacionou o preço de processadores gráficos antigos a níveis de investimento em arte. Jensen Huang, presidente da NVIDIA, afirmou que os chips de cinco anos da empresa funcionam como ‘vinho fino’, valorizando com o passar do tempo. A demanda por poder de processamento superou a oferta de novos lançamentos, o que gerou lucros recordes para a companhia. Para o investidor que adquiriu lotes de processadores em 2020, o hardware hoje vale mais do que no dia da compra.
A arquitetura Hopper mantém preços elevados para modelos como H100 e L40S, que são as peças centrais de servidores de dados em 2026. Mesmo a geração Ampere A100, anunciada originalmente em 2020, permanece com procura ativa no mercado de semicondutores. (O termo ‘Fine Wine’ já foi utilizado pela AMD para descrever o ganho de desempenho via software em placas Vega, mas Huang agora aplica o conceito ao valor financeiro bruto do silício). Ter um chip NVIDIA em estoque hoje significa possuir um ativo que encarece mais rápido do que bebidas de luxo.
A escassez de componentes especializados transformou o hardware de computação em uma moeda de troca institucional. Se antes um chip de 5 anos era considerado lixo eletrônico ou peça de museu, a necessidade de rodar modelos de linguagem tornou o silício antigo uma mercadoria de sobrevivência para centros de processamento. A NVIDIA extrai lucros dessa valorização contínua, enquanto empresas menores disputam unidades usadas de A100 para manter sistemas operacionais. O preço subiu porque a capacidade de fabricação não acompanhou a sede por cálculos de inteligência artificial em larga escala.
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