AMD lança acelerador MI350P com 144 GB de memória para competir com NVIDIA

A AMD anunciou o acelerador de inteligência artificial InstinctP MI350 em formato PCIe, equipado com 144 GB de memória HBM3e. O hardware apresenta um desempenho teórico em cálculos de precisão FP16 e FP8 aproximadamente 40% superior ao da placa H200 NVL, sua principal concorrente produzida pela Nvidia. A largura de banda de memória atinge 4,1 TB/s, permitindo que grandes modelos de linguagem sejam processados com menor latência em servidores de centro de dados. Ninguém investe em silício dessa escala por entusiasmo acadêmico, mas para reduzir o tempo de espera de processamento que trava a produtividade em empresas de tecnologia.

O consumo de energia da MI350P é de 500W, operando dentro dos limites de resfriamento a ar em sistemas de prateleira padrão. A AMD utiliza a arquitetura CDNA 4 para gerenciar os 144 GB de memória de alta largura de banda, um salto em relação aos 141 GB encontrados na solução da Nvidia. Para o engenheiro de sistemas que precisa configurar clusters de servidores, essa densidade de memória significa a possibilidade de carregar modelos inteiros em um único acelerador, evitando o gargalo de comunicação entre múltiplas placas. A produção em massa do componente está prevista para o primeiro semestre de 2026.

As especificações técnicas revelam um poder computacional de 1,1 Petaflops em FP16. O acelerador utiliza a interface PCIe 5.0, garantindo compatibilidade com a infraestrutura de servidores já instalada em muitas corporações. (Embora a Nvidia detenha a liderança de mercado, a AMD aposta na disponibilidade física do hardware para capturar clientes que enfrentam filas de espera de meses). A disputa entre as fabricantes ocorre no campo da eficiência bruta, onde cada gigabyte extra de memória HBM3e define se um assistente virtual responde instantaneamente ou apresenta atrasos na geração de texto.

A MI350P chega ao mercado em um momento onde o custo de operação de centros de dados depende diretamente do consumo por watt. A AMD afirma que o novo acelerador entrega uma relação de desempenho por energia mais equilibrada, focando em aplicações de inferência e treinamento de médio porte. O mercado de hardware corporativo deixa de ser uma corrida de exclusividade para se tornar uma guerra de suprimentos, onde a placa que chega primeiro ao rack ganha a preferência dos administradores de TI que precisam sustentar serviços de inteligência artificial em 2026.

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