A Orion já fez a parte mais difícil. Lançada em 1º de abril de 2026 do Centro Espacial Kennedy, a cápsula cruzou o espaço profundo, passou pelo lado oculto da Lua ontem (6), ficando sem contato com a Terra por até 50 minutos, bloqueada pelo próprio corpo lunar, e naquele mesmo dia atingiu 406.772 km de distância da Terra, quebrando o recorde da Apollo 13, estabelecido em 1970. Agora, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen estão na fase final da missão: a trajetória de retorno livre, em que a gravidade do sistema Terra-Lua conduz a Orion de volta sem queima de motores de grande porte. O pouso no Pacífico está previsto para a noite de 10 de abril.
O que é o AROW
Para quem quer ver esse retorno acontecer ao vivo, a NASA abriu o AROW (Artemis Real-time Orbit Website), acessível por esse site. Os dados chegam diretamente dos sensores da Orion ao Centro de Controle da Missão, em Houston, com atualização de cerca de 1 segundo, e a tela exibe posição atual, distância da Terra, distância da Lua, velocidade em relação ao planeta e o tempo de missão decorrido. Nos próximos três dias, esses números vão mudar visivelmente: a distância cai, a velocidade sobe à medida que a gravidade terrestre puxa a cápsula, e ao entrar na atmosfera a Orion vai atingir aproximadamente 40.000 km/h.
O que o app acrescenta

O app oficial da NASA, disponível para iOS e Android, tem uma aba dedicada à Artemis II com transmissões ao vivo pelo NASA+, perfis da tripulação e acesso direto ao AROW. O diferencial está no modo de realidade aumentada: ao apontar a câmera do celular para qualquer direção, o aplicativo usa o giroscópio e a bússola do aparelho para sobrepor na tela a posição aproximada da Orion em relação ao ponto onde o usuário está, sem precisar estar ao ar livre. É uma forma concreta de ver que aquela nave, com quatro pessoas a bordo, está se aproximando agora.



