A Sony surpreendeu com uma atualização para o PlayStation 3. A companhia liberou a versão 4.93 do software do sistema. Com apenas 200 MB, a atualização traz uma mudança que, na prática, obriga o usuário a aceitar os novos termos de segurança da fabricante para continuar usando sua coleção física de jogos e filmes.
A grande polêmica reside na renovação das chaves de criptografia. Segundo o comunicado oficial da PlayStation, o sistema precisa de uma chave de reprodutor de Blu-ray renovada para ler discos. Caso o proprietário decida não instalar o firmware 4.93, o leitor de discos ficará efetivamente inutilizável para conteúdos criptografados.
O “sequestro” do leitor de discos
Embora a Sony descreva o update como uma forma de “melhorar o desempenho e a usabilidade”, o mercado técnico sabe que o real objetivo é o combate ao jailbreak (desbloqueio). Ao vincular a reprodução de Blu-rays à instalação do software mais recente, a Sony garante que consoles modificados, que geralmente evitam atualizações oficiais para não perder o acesso ao sistema customizado, percam uma de suas funções primárias de hardware.
Essa não é uma prática inédita, mas chama a atenção por ocorrer em uma plataforma que completa duas décadas de vida em 2026. É o lembrete de que, mesmo em hardware considerado “retro”, a Sony mantém o controle sobre a cadeia de confiança do silício.
Adeus à Netflix e o fim do 4:3
A atualização 4.93 chega em um momento de despedidas para o ecossistema do PS3. Recentemente, a Netflix encerrou oficialmente seu suporte à plataforma. O serviço, que chegou ao console em 2009 via disco de streaming e depois via aplicativo nativo, era um dos últimos redutos para assistir conteúdo no formato 4:3 de maneira oficial, algo muito apreciado por entusiastas de TVs de tubo (CRTs).
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