M5 Pro vs Core Ultra ‘Panther Lake’: Teste de performance mostra MacBook Pro destruindo Galaxy Book6 Ultra

O Canal Max Tech, administrado por Vadim Yuryev, publicou um confronto direto entre dois dos notebooks premium de 16 polegadas mais caros do momento: o MacBook Pro 16″ com chip M5 Pro, que sai por US$ 2.700 no mercado internacional, e o Galaxy Book6 Ultra 16” com o Intel Core Ultra X7-358H (codinome Panther Lake), que custa US$ 2.400. São US$ 300 de diferença, e os testes mostram que esse gap de preço está longe de ser o principal problema para a Intel.

 

O chip que a Intel apostou tudo

O Core Ultra X7-358H é o segundo modelo mais rápido da família Panther Lake, fabricado em processo de 2nm pela TSMC com 16 núcleos (quatro P-Cores Cougar Cove chegando a 4,8 GHz e 12 E-Cores Darkmont ), além da GPU integrada Arc B390 com 12 núcleos Xe3. A Intel prometia que a nova geração seria um salto expressivo: o iGPU Xe3 é 72% mais rápido que o do antecessor Arrow Lake. O problema é que o rival não era o Arrow Lake.

CPU: a diferença que os números mostram

No Geekbench 6, o M5 Pro (18 núcleos, obrigatório no modelo de 16″) marcou 4.300 pontos em single-core e 28.600 em multi-core. O X7-358H ficou em 2.900 e 17.000, respectivamente, 47% e 68% abaixo. No Cinebench 2026, a distância cresceu ainda mais: 9.100 contra 4.538, exatamente o dobro de desempenho, com o M5 Pro consumindo 70W contra 62W do Panther Lake — margem de potência parecida, resultado muito diferente. No Speedometer 3.1, que simula a fluidez do uso cotidiano no navegador, o MacBook marcou 59,47 contra 38 do Galaxy Book.

Armazenamento e conectividade

O SSD interno do M5 Pro atingiu 13.500 MB/s de leitura e 15.600 MB/s de escrita. O Galaxy Book registrou 7.000 e 5.800 MB/s — praticamente o triplo de velocidade de escrita na comparação. Na transferência externa com um SSD Thunderbolt 5 de 46 GB, o MacBook concluiu em 7 segundos; o Galaxy Book demorou 27 segundos com Thunderbolt 4.  O MacBook Pro ainda tem três portas Thunderbolt 5 contra duas Thunderbolt 4 do Galaxy Book, além do carregamento MagSafe 3 de 140W, enquanto o Samsung se limita a 100W via USB-C.

GPU integrada: cinco vezes é cinco vezes

No 3DMark Steel Nomad Light, benchmark de jogos, o M5 Pro rodou a 75,3 FPS; o X7-358H ficou em 14,9 FPS, cinco vezes menos. No teste de ray tracing Solar Bay Extreme, a diferença caiu para o dobro: 62,9 FPS contra 31,5 FPS. No Geekbench 6 Metal/GPU, foram 137.000 contra 56.000 pontos. O Galaxy Book6 Ultra está disponível também em uma versão com RTX 5060 por US$ 3.000, que alteraria completamente esse quadro gráfico, mas aí o preço supera o do MacBook Pro.

Edição de fotos: onde a diferença é mais prática

No Lightroom Classic exportando 50 fotos RAW de 42 megapixels, o M5 Pro terminou em 20 segundos contra 66 segundos do Panther Lake. Com 500 fotos, a vantagem se manteve proporcional: 4 minutos e 43 segundos no MacBook Pro contra 11 minutos e 43 segundos no Galaxy Book. Detalhe importante: durante o teste de 500 fotos, os ventiladores do Galaxy Book operaram em volume alto, enquanto os do M5 Pro ficaram praticamente em repouso, indicando que o chip da Apple entregou esse desempenho com muito menos esforço térmico.

IA: a única virada do Panther Lake

No Geekbench AI (teste de GPU), o X7-358H surpreendeu: 57.700 pontos contra 34.000 do M5 Pro usando CoreML. O resultado pode refletir as otimizações da plataforma OpenVINO da Intel, e é o único benchmark em que o chip Intel Core venceu. Vale registrar, porém, que testes de IA em notebooks são altamente dependentes de stack de software, e uma comparação mais representativa exigiria cargas de trabalho reais.

Onde o Galaxy Book6 Ultra é genuinamente melhor

O notebook da Samsung é mais fino, mais leve e traz uma tela OLED Tandem. O revestimento antirreflexo também é superior no Samsung. A bateria de 80Wh aguentou 3h45min de testes pesados chegando a 8% de carga, contra 7% no MacBook com uma bateria de 100Wh, eficiência real em favor do Panther Lake. Além disso, por ser x86 com Windows, o Galaxy Book roda jogos nativos, algo que o macOS simplesmente não oferece com a mesma abrangência de títulos.

Blender 3D: renderização mostra o padrão

No projeto Party Tug do Blender com ray tracing ativado, o Panther Lake levou 49 segundos contra 30 do M5 Pro. No projeto Swamp, mais pesado, foram 13 minutos e 58 segundos contra 6 minutos e 57 — mais de duas vezes mais rápido para o Mac. No Figma, exportando 12 páginas em alta qualidade, a diferença encolheu: 1 minuto e 19 segundos contra 1 minuto e 26 — apenas 7 segundos a mais para o Galaxy Book, mostrando que tarefas leves equilibram o campo.

Teste completo:

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