O perfil recortado do Dedo de Deus aparece no horizonte antes mesmo de o carro terminar a subida pela BR-116. A 871 m de altitude, Teresópolis é a cidade mais alta do estado do Rio de Janeiro e carrega dois títulos federais: capital nacional do montanhismo e capital nacional do lúpulo.
Da imperatriz ao montanhismo: como nasceu Terê
O nome homenageia a Imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II, que frequentava a região serrana para fugir do calor carioca. A vocação aventureira, porém, veio de cinco moradores locais. Em 1912, o ferreiro José Teixeira Guimarães, o caçador Raul Carneiro e os irmãos Oliveira conquistaram o cume do Dedo de Deus, formação rochosa de 1.692 m que escaladores estrangeiros consideravam impossível. O feito inaugurou o montanhismo organizado no Brasil.
Desde então, Teresópolis se firmou como referência para quem busca altitude e adrenalina. A cidade abriga a sede de três unidades de conservação e atrai escaladores de diversos países todos os anos.
O que visitar na cidade mais alta do estado?
A serra fluminense entrega opções para todos os perfis, do montanhista experiente à família com crianças. Algumas atrações ficam a menos de 15 minutos do centro.
- Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO): terceiro parque mais antigo do país, criado em 1939. Possui a maior rede de trilhas do Brasil, com mais de 200 km de percursos, incluindo a Travessia Petrópolis-Teresópolis, de 30 km.
- Mirante do Soberbo: acesso gratuito à beira da BR-116, com vista panorâmica para o Dedo de Deus e, em dias limpos, a Baía de Guanabara.
- Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis: trilhas leves e a imponente Pedra da Tartaruga. Funciona diariamente, das 9h às 16h.
- Granja Comary: centro de treinamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com lago artificial e vista para a serra. Visitação liberada fora dos períodos de concentração.
- Feirinha do Alto: funciona aos fins de semana com artesanato, roupas de lã e comida de rua. Ponto de encontro de moradores e turistas.
Teresópolis é a cidade mais alta do Rio de Janeiro e encanta por sua natureza exuberante e rica gastronomia. O vídeo é do canal De fora em Juiz de Fora, que conta com mais de 103 mil inscritos, e apresenta pontos icônicos como a Vila St. Gallen, a Granja Comary e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos:
Cerveja artesanal e lúpulo cultivado na serra
Teresópolis recebeu por lei federal o título de Capital Nacional do Lúpulo em 2022. O Viveiro Ninkasi, em Vargem Grande, foi o primeiro do país a receber certificação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para produção de mudas da planta. A cidade integra a Rota Cervejeira RJ, criada em 2014, que reúne mais de 20 cervejarias em cinco municípios serranos.
No bairro do Alto, cervejarias como a Villa St. Gallen e a Mad Brew oferecem tours com degustação. A St. Gallen nasceu em 1912, quando o dinamarquês Alfredo Claussen criou a marca Therezópolis, uma das mais tradicionais da região. Dá para percorrer os principais rótulos a pé, sem precisar de carro.
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Quando o clima favorece cada tipo de passeio?
O inverno seco é a alta temporada, ideal para trilhas e escaladas. No verão, as chuvas são frequentes, mas as manhãs costumam abrir com sol.
cachoeiras
turismo rural
mirantes
cervejarias
trilhas longas
escalada
parques
feiras ao ar livre
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à serra fluminense?
Teresópolis fica a 97 km do centro do Rio de Janeiro pela BR-116. O trajeto de carro leva cerca de 1h40 sem trânsito. Ônibus partem da Rodoviária Novo Rio praticamente a cada hora. Os aeroportos mais próximos são o Galeão (88 km) e o Santos Dumont (97 km). Quem já estiver em Petrópolis percorre 58 km pela BR-485.
Suba a serra e respire o ar de Terê
Poucas cidades brasileiras combinam montanhismo de nível internacional, cerveja artesanal premiada e natureza preservada a menos de duas horas de uma metrópole. Teresópolis entrega tudo isso com o frescor de quem vive acima das nuvens.
Você precisa subir a serra e sentir o clima da cidade que acordou o Brasil para as montanhas, ainda em 1912, e continua apontando para o alto.



