A Costa Rica se prepara para as eleições de domingo (1º), com as pesquisas indicando favoritismo da direita em meio a um aumento do narcotráfico e da violência que corroeu a imagem do país como um paraíso turístico pacífico.
Laura Fernandez, de 39 anos, cientista política e ex-chefe de gabinete presidencial, detém uma vantagem expressiva, sinalizando o desejo dos eleitores no país centro-americano de estender o mandato da direita.
A eleição evidencia a crescente popularidade na América Latina de líderes autoritários como o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que defendem políticas de segurança rigorosas em detrimento das liberdades civis.
Fernández fez campanha com a promessa de dar continuidade às políticas do atual presidente da Costa Rica e seu mentor, Rodrigo Chaves, um ex-economista do Banco Mundial de temperamento explosivo que enfrenta diversas investigações de corrupção.
A eleição é vista por muitos como um referendo sobre a liderança de Chaves e suas políticas de tolerância zero ao crime.
A Costa Rica, um importante destino turístico, é há muito tempo considerada um oásis de paz em uma região assolada por guerras civis, violência de gangues e narcotráfico.
No entanto, o país — com cerca de 5,2 milhões de habitantes — tem registrado níveis recordes de homicídios nos últimos anos, tornando-se um ponto crescente para o tráfico internacional de cocaína, segundo o governo dos EUA.

