Gleisi Hoffmann foca na oposição ao falar da crise do Master

Durante café da manhã com jornalistas nesta semana, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT) disse que cabe à oposição “explicar os envolvimentos de seus governos com essa questão”, referindo-se à crise do Banco Master.

“O governo do Distrito Federal [por conta do BRB] e o governo do Rio de Janeiro [por conta do Rioprevidência] que estão envolvidos aí com fundos de pensão em relação ao Master”, disse.

“A oposição também tem de explicar por que o empresário Fabiano Zettel, que é cunhado do Vorcaro, foi o maior doador individual da campanha de Bolsonaro e do Tarcísio”, acrescentou.

Quanto a eventuais questionamentos sobre a relação de caciques do PT na Bahia com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, Gleisi disse que as acusações precisam de provas.

Indagada sobre a relação do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski com o Master, ela disse que o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso ainda no mandato dele à frente da pasta. Portanto, ressaltou que a consultoria do jurista ao Master em nada afetou a investigação.

Ministros próximos a Lula também estão unidos no discurso de que o presidente teria ordenado uma fiscalização rigorosa no caso Master. Quanto ao encontro com Vorcaro, ocorrido em dezembro de 2024, aliados do petista dizem que o presidente recebe muita gente e que, à época, os problemas relacionados ao banco não eram de conhecimento da sociedade.

Por outro lado, no Congresso Nacional, a oposição tem conseguido manter o Palácio do Planalto em alerta. A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS não descarta tentar convocar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A convocação de Vorcaro, por sua vez, está prevista para a semana que vem, embora ele deva tentar um habeas corpus para ficar em silêncio.

“Há uma série de procedimentos que vêm blindando o Vorcaro de prestar esclarecimentos à sociedade brasileira […] nós precisamos que um banqueiro, que envolveu metade da república, seja obrigado a falar”, declarou o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS.

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