Saiba como a IA vai impactar os processos seletivos em 2026

A inteligência artificial deve se consolidar como uma das principais aliadas dos departamentos de Recursos Humanos em 2026, transformando a forma como empresas recrutam, avaliam e selecionam profissionais. Em um mercado marcado por alta competitividade e pressão por retenção de talentos, especialistas apontam que a tecnologia será decisiva para tornar os processos seletivos mais rápidos, estruturados e assertivos — sem substituir o olhar humano.

A tendência é que práticas antes vistas como diferenciais passem a ser obrigatórias. Segundo profissionais da área, o avanço da IA permitirá reduzir etapas repetitivas, organizar grandes volumes de candidaturas e apoiar decisões com base em dados, ao mesmo tempo em que o foco humano se volta à análise de perfil, cultura e alinhamento de valores.

De acordo com Gustavo Loureiro Gomes, especialista em recrutamento e CEO da HUG, o mercado caminha para processos menos intuitivos e mais técnicos. “As empresas estão deixando de apostar apenas em intuição para adotar métodos mais estruturados, com etapas claras, métricas objetivas e maior rigor técnico. Esse movimento deve se intensificar em 2026”, afirma.

Uma das principais mudanças está no uso da IA como ferramenta de triagem. Com vagas que chegam a receber mais de mil inscrições, a análise manual se torna inviável. A tecnologia passa a filtrar currículos, identificar padrões, organizar bancos de talentos e sugerir perfis aderentes às vagas, reduzindo o funil inicial para um grupo mais qualificado de candidatos.

Para Raquel Nunes, líder de RH da HUG, esse avanço contribui para melhorar a experiência do candidato. “A IA traz eficiência e nos permite dar feedbacks mais rápidos, que é justamente onde costuma existir o maior gargalo. Quando o candidato demora a receber retorno, isso gera ansiedade. Com a tecnologia, conseguimos tornar o processo mais organizado, humano e transparente”, explica.

Apesar do ganho de velocidade, especialistas ressaltam que a IA não substitui a análise humana. Questões como comportamento, expectativas, postura em entrevistas e compatibilidade cultural seguem dependendo da sensibilidade dos recrutadores. “A IA acelera e organiza. Mas quem decide é quem olha além do dado. O futuro do recrutamento é a combinação entre tecnologia e humanidade”, reforça Gustavo.

Além da automação, 2026 deve marcar a consolidação de processos seletivos mais estruturados, com entrevistas padronizadas, critérios claros de avaliação e maior acompanhamento dos primeiros dias do novo colaborador. Esse conjunto de práticas, aliado ao uso estratégico da tecnologia, tende a reduzir o turnover e aumentar a performance das equipes.

Para especialistas, empresas que souberem integrar inteligência artificial, transparência e cuidado humano sairão na frente na disputa por talentos. Mais do que contratar rápido, o desafio será contratar melhor — e a IA deve ser uma peça-chave nesse novo cenário do mercado de trabalho.

Leia mais

Esportes
Palmeiras vence o Santos por 1 a 0 com gol de Allan
Variedades
‘Evidências’ é a música mais reproduzida em shows pelo Brasil em 2025; confira lista
Variedades
Lula sanciona orçamento com previsão de superávit em ano eleitoral
Sorocaba
Aparecidinha recebe nova unidade de Ecoponto no município
Variedades
Galípolo se encontra com Andrei Rodrigues na sede da PF
Variedades
Conheça Hamnet, um dos filmes cotados para o Oscar 2026

Mais lidas hoje