Bilynskyj diz que vontade era de ‘encher de porrada’ deputados do Psol

Durante a sessão em que o Plenário da Câmara analisou o processo que poderia levar à cassação do mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), o deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) fez críticas contundentes ao Psol e afirmou que sua vontade “era encher de porrada” parlamentares da sigla, que, segundo ele, adotariam condutas provocativas nas discussões.

Bilynskyj votou a favor da cassação e rebateu os argumentos apresentados pela defesa de Braga, que alegou ter reagido a provocações antes de agredir um militante do MBL.

“O argumento central da defesa do Glauber é o seguinte: ‘Fui ofendido, logo o agredi’. Não faz uma hora que os militantes do PSOL estavam aqui na entrada do plenário. O que eles estavam fazendo com os deputados da direita, eu sendo um deles? Estavam xingando e ofendendo. Segundo esse raciocínio, eu teria todo o direito de surrar todos eles, merecidamente.”

O deputado também afirmou que “tudo que sai da boca do PSOL e da Esquerda é mentira” e acusou o grupo de usar o plenário para “inventar desculpas” enquanto mobilizaria, do lado de fora, militantes para hostilizar parlamentares de direita.

“Eles vêm aqui falar, inventar uma desculpa, mas no mesmo dia estão movimentando aqueles militantes para vir aqui te ofender, te xingar, criar um problema com você. É isso que eles querem. Eles querem que você perca o seu mandato, porque você, justificadamente, pôs a mão na cara de um daqueles lixos. Essa é a verdade.”

Mesmo assim, Bilynskyj afirmou ter se contido em respeito aos 72.156 eleitores que o escolheram. Segundo ele, “a minha vontade era de encher de porrada, mas não o faço. Não o faço, por justiça a quem eu represento”.

Cassação de Glauber Braga

O Plenário decidiu, na noite de quarta-feira (10), aplicar uma suspensão de seis meses ao mandato de Braga, afastando a recomendação de cassação feita pelo Conselho de Ética.

O processo foi motivado pela agressão cometida por Glauber Braga contra Gabriel Costenaro, então militante do Movimento Brasil Livre (MBL), em abril de 2024.

Braga admitiu a agressão, mas afirmou ter reagido após enfrentar uma série de provocações, incluindo sete episódios consecutivos de ataques pessoais. Segundo ele, houve até ofensas dirigidas à sua mãe, que estava em estágio avançado de Alzheimer e morreu 15 dias depois do incidente.

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