Waack: Estratégia de Lula no STF expõe falência da política

Derrotado no Congresso em uma importante votação sobre leis ambientais, o governo Lula 3 promete recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para restaurar um veto presidencial derrubado pelos parlamentares. Não há novidade em nenhum desses dois fatos: o governo negocia mal, articula mal, é minoritário e tem sofrido derrotas significativas no plenário. Daí o uso recorrente do Judiciário.

Menos óbvio é o dano que essas ações causam às instituições. Trata-se da “normalização”, por assim dizer, da tentativa de anular decisões soberanas do Congresso pela via judicial. Há aí uma dupla distorção: a primeira consiste em transformar divergências próprias do jogo legislativo em uma suposta crise constitucional; a segunda, em converter o STF na instância final das decisões políticas.

Em ambos os casos, o Executivo tensiona ainda mais a permanente disputa causada pelo desequilíbrio entre os Poderes e evidencia algo bastante preocupante para uma sociedade como a brasileira, que precisa encontrar saídas para graves problemas fundamentais.

O peso decisivo do Supremo na política não é apenas resultado de ativismo judicial ou politização da magistratura — embora também o seja —, nem tampouco fruto da escolha deste ou daquele integrante da Corte. O que Lula 3 evidencia é a própria falência da política.

Leia mais

Esportes
Palmeiras evita torcida e imprensa em retorno de Lima e encontra CT vazio
Agronegócio
Chuvas de até 150 mm e ciclone: primeira semana de dezembro promete temporais e calor intenso; saiba onde
Variedades
Vídeo: piloto perde o controle e avião sai da pista em aeroporto de MG
Sorocaba
“HumanizAção” acolhe 19 pessoas em situação de rua neste sábado (29)
Variedades
Netanyahu pede perdão presidencial em julgamento por corrupção
Política
Cármen Lúcia compara ditadura a ‘erva daninha’ e defende vigilância

Mais lidas hoje