Veja quem são os atletas brasileiros do UFC com o público mais fiel

Um levantamento da plataforma de dados esportivos Stake mostrou que a presença dos lutadores brasileiros do UFC nas redes sociais varia tanto quanto seus estilos dentro do octógono. A análise, feita

O estudo considerou três indicadores: número total de seguidores, taxa de engajamento e percentual de contas falsas. A partir da identificação de bots, perfis inativos e contas sem atividade orgânica, a plataforma buscou mapear a qualidade real da audiência de cada atleta, dado que tem ganhado peso em negociações de marketing e patrocínio.

Entre os brasileiros, Charles Oliveira segue como o nome mais popular em números absolutos, com 8,9 milhões de seguidores e uma proporção relativamente baixa de perfis falsos (17,75%). A taxa de engajamento, porém, é modesta — um padrão comum entre atletas com audiência muito ampla.

O atual campeão dos meio-pesados, Alex “Poatan” Pereira, aparece com métricas mais equilibradas: 7,7 milhões de seguidores, 20,67% de contas falsas e taxa de engajamento de 1,53%. O histórico de nocautes, a passagem pelo kickboxing e a ascensão rápida ao topo do UFC ajudam a explicar a força de sua base global.

No grupo feminino, o levantamento aponta contrastes marcantes. Amanda Ribas tem uma das maiores distorções da amostra: 61,59% de seguidores falsos e engajamento de apenas 0,03%, apesar dos 2,1 milhões de seguidores. Já Mackenzie Dern, com 1,8 milhão de seguidores, apresenta proporção mais equilibrada (27,41% de falsos) e engajamento de 1,81%.

Entre os campeões brasileiros, Alexandre Pantoja aparece com números sólidos: 639 mil seguidores, 26,8% de perfis falsos e engajamento de 0,91%, com tendência de crescimento por conta da próxima defesa do cinturão.

O estudo também destaca nomes emergentes. Mauricio Ruffy tem apenas 15,8% de seguidores falsos, engajamento de 2,47% e quase 600 mil seguidores, números que reforçam sua ascensão no UFC. Diego Lopes, com 911 mil seguidores, aparece entre os perfis mais consistentes, com 20,7% de falsos e engajamento de 2,26%.

Nos pesos-pesados, Valter Walker chama atenção por ter uma das audiências mais fiéis do levantamento: apenas 12,4% de contas falsas e expressivos 4,21% de engajamento. Jailton Almeida segue perfil semelhante, com 15,21% de seguidores falsos e números estáveis.

A comparação com atletas estrangeiros evidencia ainda mais a diferença entre bases grandes e audiências realmente ativas. Casos extremos, como Giga Chikadze (80,82% de seguidores falsos), Sergei Pavlovich (56,47%) e Ilia Topuria (53,13%), mostram distorções superiores às observadas entre a maioria dos brasileiros — embora Amanda Ribas figure em patamar semelhante.

Por outro lado, brasileiros mantêm taxas de engajamento mais altas que estrelas internacionais. Enquanto nomes como Israel Adesanya e Justin Gaethje ficam abaixo de 0,5%, atletas como Ruffy, Caio Borralho, Valter Walker e Iasmin Lucindo superam 2%, indicando conexão mais direta com seus públicos.

Segundo a Stake, os números revelam que tamanho da base não é sinônimo de influência. “Seguidores falsos criam a ilusão de alcance, mas não geram impacto real ou retorno comercial. O que importa é autenticidade e capacidade de engajar”, afirma a empresa.

O levantamento reforça que popularidade digital no UFC não depende apenas de resultados esportivos, mas de trajetória, momento de carreira e capacidade de criar identificação fora do octógono. E, entre os brasileiros, essa qualidade de audiência varia tanto quanto suas performances dentro da arena.

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