Tragédia na BR-153 reacende debate sobre representatividade regional em Brasília e infraestrutura federal no interior paulista

O grave acidente registrado no último dia 16 de fevereiro, na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), no trecho entre Marília e Ocauçu, trouxe novamente à tona uma discussão que ultrapassa os limites do Centro-Oeste Paulista: a necessidade de maior representatividade regional junto ao Governo Federal para tratar de obras estruturais em rodovias federais que cortam o estado de São Paulo.

O acidente envolveu um ônibus que saiu do Maranhão com destino a Santa Catarina, transportando trabalhadores para a colheita de maçã. O veículo capotou na altura do km 260, resultando na morte de sete pessoas — seis ainda no local e uma posteriormente no hospital. Até o dia 23 de fevereiro, 12 vítimas permaneciam internadas em unidades hospitalares de Marília: quatro na Santa Casa, três no Hospital Universitário da Unimar e cinco no Hospital das Clínicas.

Diante da tragédia, o empresário Ulisses Machado, conhecido como “Ulisses do Rodeio”, manifestou solidariedade às famílias e destacou que o episódio evidencia uma fragilidade política regional quando o assunto é infraestrutura federal.

Segundo ele, a BR-153 é uma via estratégica não apenas para o Centro-Oeste Paulista, mas para diversas regiões do estado e do país, por integrar importantes corredores logísticos e escoamento de produção. No entanto, a rodovia ainda apresenta trechos simples, ausência de faixas adicionais para ultrapassagem e pontos considerados críticos por usuários frequentes.

Ulisses argumenta que a discussão precisa avançar para além do momento de comoção. Para ele, regiões do interior paulista dependem de representantes que conheçam de perto a realidade das rodovias federais que cortam seus municípios e que atuem diretamente em Brasília na busca por recursos, duplicações e melhorias estruturais.

A BR-153 é de responsabilidade federal, o que significa que investimentos, concessões e obras estruturais dependem de articulação política junto à União. O empresário defende que municípios do interior, especialmente aqueles fora dos grandes eixos metropolitanos, precisam fortalecer sua voz institucional para garantir prioridade em pautas relacionadas à segurança viária.

A tragédia, além da dor irreparável às famílias das vítimas, reacende um debate mais amplo que atinge outras regiões paulistas cortadas por rodovias federais: a necessidade de planejamento, duplicações, modernização da malha viária e maior presença política nos centros decisórios nacionais.

Para Ulisses, a valorização da vida deve ser o eixo central da discussão. Ele defende que investimentos em infraestrutura não são apenas obras físicas, mas medidas de prevenção que salvam vidas e reduzem impactos sociais e econômicos causados por acidentes de grandes proporções.

O episódio reforça a importância de uma agenda permanente de mobilização regional para garantir que as demandas do interior paulista tenham prioridade nas políticas públicas federais voltadas à infraestrutura e segurança nas estradas.

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