No mais recente relatório anual da Valve, os usuários da plataforma baixaram um total de 100 Exabytes de dados (jogos, atualizações e DLCs) ao longo de 2025. Para quem está acostumado com Gigabytes (GB) ou Terabytes (TB), o termo “Exabyte” parece algo sauto de um filme de ficção científica. Mas a realidade é que a Steam se tornou um dos maiores “buracos negros” de largura de banda do planeta.
Traduzindo os números
Um Exabyte equivale a um bilhão de Gigabytes — um número com 18 zeros (1 EB = 1018 bytes). Dividindo ao longo do ano, isso resulta em:
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Por dia: 274 Petabytes (cerca de 274 milhões de GB).
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Por hora: 11 Petabytes.
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Por minuto: 190.000 GB.
Se considerarmos que um jogo AAA ocupam cerca de 100 GB, os 100 Exabytes da Steam em 2025 equivaleriam a um bilhão de instalações completas. A escala é tão massiva que a Steam representa uma parcela relevante do tráfego global de internet, que em 2025 somou centenas de Exabytes por mês em estimativas recentes.
Comparação com infraestruturas globais
Pontos de troca como o DE-CIX em Frankfurt, um dos maiores do mundo, viram volumes anuais na casa dos Exabytes, números comparáveis ao que a Steam entrega sozinha. Em picos de lançamentos, a plataforma pode responder por uma fração considerável do tráfego em cabos submarinos e satélites ao redor do globo.
Por que o consumo explodiu?
Três fatores explicam o salto de 80 Exabytes em 2024 para 100 Exabytes em 2025:
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Base de usuários recorde: Picos na casa dos 40 milhões de usuários simultâneos em 2025, superando 42 milhões no início de 2026.
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Jogos cada vez maiores: A era dos 100 GB virou padrão para títulos AAA.
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Frequência de updates: Jogos como serviço e Early Access geram downloads semanais de gigabytes em correções
Por trás desse império de dados está a visão de Gabe Newell, que transformou a Valve de desenvolvedora de jogos em gigante de infraestrutura digital. Hoje, a Steam não é só uma loja, é um pilar da internet moderna.
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