O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou, na quinta-feira (22), o pedido de liberdade formulado pela defesa de Letícia de Sousa Bezerra, conhecida como “Loira do PCC”. Ela é apontada como uma das lideranças da facção em São Paulo.
Letícia foi presa preventivamente em fevereiro de 2025, sob acusação de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
As investigações indicam que ela exerceria função de liderança na Zona Sul da capital paulista, em Taboão da Serra e em municípios do ABC Paulista, especialmente São Bernardo do Campo.
A acusação também afirma que a investigada atuava como elo com os escalões superiores da facção criminosa. Segundo o Ministério Público (MP), o fato de a acusada ter permanecido foragida reforça a necessidade de sua prisão preventiva, sobretudo diante do papel de liderança que lhe é atribuído.
Para o Ministério Público, a manutenção da prisão da acusada é necessária também para preservar a ordem pública e impedir a continuidade das atividades criminosas.
A defesa impetrou habeas corpus alegando excesso de prazo da prisão preventiva, em razão da demora da sentença após o fim da instrução processual. O pedido foi rejeitado em primeiro grau, sob o argumento de que, em ações penais complexas e com vários réus, a maior duração do processo não caracteriza, por si só, ilegalidade.
“A parte impetrante aduz que a paciente espera por mais de 500 dias presa para ser julgada. No entanto, está adotando marco temporal que não o dia da efetiva prisão, pois a paciente se encontrava foragida há mais de três anos quando da implementação da custódia cautelar”, afirmou o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin.
Investigação
A investigação apontou que desde quando escutas telefônicas indicaram a ligação dela com o PCC, a acusada utilizava documentos falsos de inúmeras pessoas, além de ter promovido diversas mudanças estéticas como, por exemplo, a mudança da cor característica do seu cabelo.
Letícia ainda é acusada de fazer dívidas e cometer crimes em nome de vítimas que não sabiam que sua identidade estava sendo utilizada para o crime.
Sob supervisão de AR.

