O Samsung Galaxy S26 vale a pena? Ultra chegou ao mercado global em fevereiro de 2026 com preço sugerido de US$ 1.299 — o que, considerando impostos e taxas de importação no Brasil, coloca o aparelho na faixa de R$ 7.499 a R$ 8.000 nas primeiras semanas de venda por aqui.
Com chip exclusivo de 3 nm, Privacy Display inédito e o novo Super Fast Charging 3.0, o Galaxy S26 Ultra promete muito. Mas será que entrega na prática? Reunimos os primeiros testes e benchmarks publicados por veículos internacionais para trazer um panorama completo antes de você decidir.
A resposta curta: é o melhor Android disponível hoje — mas com ressalvas importantes para o público brasileiro.
Ficha Técnica Completa
- Chipset: Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy (3 nm)
- CPU: 2× Oryon V3 @ 4,74 GHz + 6× @ 3,62 GHz
- GPU: Adreno 840 (1.300 MHz)
- RAM / Armazenamento: 12 GB / 256–512 GB | 16 GB / 1 TB
- Tela: 6,9″ Dynamic LTPO AMOLED 2X, 120 Hz, 2.600 nits pico, 1440×3120 px
- Câmera Principal: 200 MP f/1.7, OIS, PDAF
- Ultrawide: 50 MP f/1.9
- Telefoto 3×: 10 MP f/2.4
- Telefoto 5×: 50 MP f/3.4, OIS
- Câmera Frontal: 12 MP f/2.2
- Bateria: 5.000 mAh
- Carregamento: Super Fast 3.0 (60W com cabo), Wireless 25W, Reverso 4,5W
- Sistema: Android 16 · One UI 8.5 · 7 anos de atualizações garantidas
- Corpo: 163,6 × 78,1 × 7,9 mm · 214 g · IP68
- S Pen: Sim — integrada no corpo
- Preço Brasil (estimado): R$ 7.499 (256 GB) · R$ 8.499 (512 GB)
Design e Construção
O S26 Ultra mantém o formato consolidado da linha, com tela de 6,9 polegadas e corpo retangular. A mudança mais perceptível desta geração são os cantos mais arredondados, o que segundo analistas do GSMArena melhora o manuseio com uma mão — algo relevante considerando os 214 g e os 78,1 mm de largura do aparelho.
O frame agora é em Armor Aluminum 2, mais resistente que o alumínio convencional. Frente e traseira continuam protegidas por vidro Corning Gorilla. A certificação IP68 (até 1,5 m por 30 minutos) permanece presente, assim como a S Pen embutida no canto inferior — diferencial exclusivo da linha Ultra no mercado.
Para o consumidor brasileiro: a S Pen não tem custo adicional e abre espaço para assinatura de documentos, anotações e uso produtivo em apps como Samsung Notes — especialmente útil para quem usa o celular no trabalho.
Tela e Privacy Display — O Grande Destaque desta Geração
A tela Dynamic LTPO AMOLED 2X de 6,9″ entrega resolução de 1440 × 3120 px (500 ppi) com refresh adaptativo de até 120 Hz e brilho de pico de 2.600 nits.
O grande novidade desta geração é o Privacy Display: um filtro de privacidade integrado diretamente ao painel que limita a visibilidade da tela por ângulos laterais — sem película física adicional. De acordo com a Samsung e confirmado pelos primeiros revisores internacionais, é possível ativá-lo app por app (banco, e-mail, mensagens) ou como modo global.
Segundo testes do Tom’s Guide e GSMArena, o Privacy Display tem um custo: o brilho máximo em HDR ficou ligeiramente abaixo do S25 Ultra (1.806 nits vs 1.860 nits), provavelmente por conta da camada extra no painel. Em uso externo ao sol, a diferença é descrita como imperceptível na prática.
Para o consumidor brasileiro: o Privacy Display é especialmente útil em transporte público e ambientes lotados — algo muito presente na rotina de grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Desempenho: O Android mais rápido de 2026
O S26 Ultra usa a versão exclusiva “for Galaxy” do Snapdragon 8 Elite Gen 5, com os núcleos principais rodando a 4,74 GHz — levemente acima da versão padrão usada por outros fabricantes. A GPU Adreno 840 também opera a clock mais alto do que na versão vanilla do chip.
Nos benchmarks publicados até agora, o resultado é claro: o S26 Ultra lidera o Android em multi-core e em IA.
Geekbench 6 — Comparativo de CPU
Galaxy S26 Ultra
~3.700
+11.000
Em processamento de IA (NPU, 8 bits quantizado), o S26 Ultra praticamente dobra a performance do iPhone 17 Pro Max segundo o Geekbench AI. No teste de meia precisão (16 bits), a Apple mantém vantagem, mas o Galaxy fica logo atrás.
Em games, os resultados no 3DMark Solar Bay (ray tracing Vulkan) são próximos dos demais aparelhos com o mesmo chip. O destaque real é a liderança em CPU, que beneficia jogos competitivos e apps de produtividade pesada.
Câmera: Melhorias Reais, Mas iPhone Ainda na Frente
A câmera principal de 200 MP recebeu abertura mais rápida nesta geração. De acordo com a Samsung, isso resulta em fotos até 47% mais brilhantes em condições de baixa luz em relação ao S25 Ultra. O telefoto de 5× também ficou mais luminoso (até 37% mais brilhante segundo a fabricante).
Ultrawide e telefoto de 3× foram mantidos sem alteração de hardware em relação à geração anterior — algo criticado por analistas do The Verge e GSMArena.
O que o DxOMark diz
O DxOMark confirmou melhora nas fotos noturnas com a câmera principal, com mais detalhes, menos ruído e tons de pele mais naturais com pouca luz. Ainda assim, o iPhone 17 Pro Max segue na frente em detalhe e controle de ruído na câmera principal. O S26 Ultra compete com mais equilíbrio no zoom de 5× e em vídeo.
Outros pontos apontados nos testes: o autofoco pode errar o foco em retratos, e a simulação de bokeh gera artefatos nas bordas em algumas situações.
Para o consumidor brasileiro: o modo Expert RAW exporta arquivos DNG (RAW) de até 50 MP — útil para fotógrafos e criadores de conteúdo que editam as fotos depois. O app de câmera, porém, é apontado como excessivamente complexo por vários revisores.
Pontuações de câmera (baseadas em DxOMark e GSMArena)
Bateria e Carregamento: O Maior Salto desta Geração
A bateria mantém os 5.000 mAh do S25 Ultra. Em endurance, o GSMArena registrou Active Use Score de 16h23 — sólido, mas ainda abaixo de concorrentes chineses e do iPhone 17 Pro Max em autonomia total.
O salto real está no Super Fast Charging 3.0 a 60W, baseado no protocolo USB-PD PPS — o que significa que qualquer carregador de 60W compatível com esse padrão funciona na velocidade máxima, sem necessidade de carregador proprietário.
Comparativo de Velocidade de Carregamento
51%
84%
43 min
Carregamento sem fio de 25W e carregamento reverso de 4,5W também estão presentes.
Para o consumidor brasileiro: o carregador de 60W não é incluído na caixa no Brasil (seguindo a política global da Samsung desde 2021). Verifique se seu carregador atual é compatível com USB-PD PPS antes de comprar.
Software: One UI 8.5, Android 16 e Galaxy AI
O S26 Ultra estreia com One UI 8.5 baseado em Android 16, com 7 anos de grandes atualizações de sistema operacional e 7 anos de patches de segurança garantidos — o melhor suporte de software do mercado Android atualmente.
A Galaxy AI desta geração inclui o Bixby reformulado com compreensão de linguagem natural e busca web integrada, além do Circle to Search com reconhecimento de múltiplos objetos simultaneamente. O Photo Assist permite edições por linguagem natural na Galeria.
Ponto de atenção para o Brasil: vários recursos de Galaxy AI têm suporte limitado ao português brasileiro e funcionam apenas em apps nativos da Samsung. A experiência completa da IA ainda é mais robusta em inglês.
Pontos Positivos e Negativos
Positivos:
- Chip Android mais rápido disponível hoje
- Privacy Display é genuinamente útil no dia a dia
- Carregamento de 60W: de 0 a 100% em 43 minutos
- Melhora real nas fotos noturnas
- S Pen integrada — exclusividade da linha Ultra
- 7 anos de atualizações garantidas
- Protocolo de carregamento aberto (não proprietário)
Negativos:
- iPhone 17 Pro Max ainda lidera câmera principal
- Bateria abaixo de rivais chineses em endurance total
- Ultrawide e telefoto 3× sem atualização de hardware
- Brilho HDR ligeiramente inferior ao S25 Ultra
- Galaxy AI com suporte limitado ao português
- App de câmera excessivamente complexo
- Carregador não incluso na caixa no Brasil
Veredicto Final
O Samsung Galaxy S26 Ultra é o melhor smartphone Android disponível em março de 2026, com melhorias concretas no carregamento, na câmera noturna e com o inovador Privacy Display como grande diferencial desta geração.
Não é uma reinvenção — é um refinamento consistente e bem executado. Para quem usa um S24 Ultra ou mais antigo, o salto justifica a troca, especialmente pelo novo chip, pelo carregamento de 60W e pelo Privacy Display. Para quem vem do S25 Ultra, as melhorias são incrementais e o upgrade provavelmente não compensa o investimento.
No contexto brasileiro, o preço elevado e a ausência do carregador na caixa são os principais pontos de atenção. Mas para quem busca o topo do Android — especialmente com uso da S Pen e necessidade de privacidade de tela — o S26 Ultra é a escolha certa.
FAQ — Perguntas Frequentes
O Galaxy S26 Ultra vale a pena no Brasil em 2026? Sim, especialmente para quem usa S Pen, precisa do chip Android mais rápido e valoriza o Privacy Display. Para uso casual, o Galaxy S26+ (com Exynos 2600 e preço menor) pode ser uma alternativa mais equilibrada.
Qual processador está no Galaxy S26 Ultra? O Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy — versão exclusiva da Samsung com overclock nos núcleos principais a 4,74 GHz e GPU Adreno 840 a 1.300 MHz, fabricado em processo de 3 nm.
Qual a velocidade de carregamento do S26 Ultra? 60W via cabo (Super Fast Charging 3.0), carregando de 0 a 100% em 43 minutos. O protocolo é baseado em USB-PD PPS, ou seja, não é proprietário.
O S26 Ultra tem câmera melhor que o iPhone 17 Pro Max? Em fotos noturnas houve melhora significativa em relação ao S25 Ultra, com tons de pele mais naturais. Mesmo assim, segundo o DxOMark, o iPhone 17 Pro Max ainda lidera em detalhe e controle de ruído na câmera principal. Em zoom de 5× e vídeo, o Galaxy compete com mais equilíbrio.
Vale atualizar do S25 Ultra para o S26 Ultra? Para a maioria dos usuários, não. As melhorias são reais mas incrementais: chip ~15% mais rápido, carregamento muito melhor (60W vs 45W) e Privacy Display. Quem usa o aparelho há mais de um ano pode considerar.
O carregador vem na caixa no Brasil? Não. Seguindo a política global da Samsung desde 2021, o carregador não é incluso. Verifique se o seu carregador atual suporta USB-PD PPS a 60W para aproveitar a velocidade máxima.
Você também pode gostar:
Primeiros testes do MacBook Neo provam que o chip A18 Pro supera o Apple M1



