Sai CVC, entra Copasa: Ibovespa terá nova configuração para 2026; veja

O Ibovespa terá uma nova configuração a partir de segunda-feira (5). A principal mudança, válida para o período de janeiro a abril de 2026, será a entrada das ações ordinárias da Copasa e a saída dos papéis da CVC.

A alteração não muda a configuração atual do índice, que acompanha o desempenho de 85 ativos de empresas listadas na bolsa brasileira. A mais nova incluída no grupo, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais, vai entrar na carteira com peso de 0,351%, segundo a B3.

Veja os dez ativos com maior peso para a variação do Ibovespa no início de 2026:

  • Vale ON: 11,423%;
  • Itaú Unibanco PN: 8,421%;
  • Petrobras PN: 5,796%;
  • Axia Energia ON: 4,162%;
  • Petrobras ON: 4,067%;
  • Bradesco PN: 3,977%;
  • Sabesp ON: 3,538%;
  • BTG Unit: 3,137%;
  • B3 ON: 2,986%;
  • Itaúsa PN: 2,970%.

A composição do Ibovespa, que é resultado de uma carteira teórica de ativos, é reavaliada a cada quatro meses. As ações e units que compõem o índice são de empresas listadas na B3 que atendem a alguns critérios, mas basicamente são os papeis das principais companhias abertas do país.

A principal característica que vai definir a entrada ou não de um ativo no índice é a liquidez, ou seja, a capacidade que essa ação tem de ser comprada ou vendida rapidamente pelos investidores.

Eis os critérios de seleção do Ibovespa:

  • Estar entre os ativos que representem 85% em ordem decrescente de IN (Índice de Negociabilidade);
  • Ter 95% de presença em pregão;
  • Ter 0,1% do volume financeiro no mercado a vista (lote-padrão);
  • Não ser penny stock.

Ibovespa e o mercado acionário em 2025

O Ibovespa teve um ano mágico em 2025, especialmente ao considerar o segundo semestre. O principal índice de ações da bolsa teve valorização acumulada de 34% no ano passado, registrando o melhor desempenho anual desde 2016. Segundo a B3, o atual recorde é de 4 de dezembro, quando o índice atingiu 164.455,61 pontos.

“O desempenho do Ibovespa em 2025 é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a melhora nas expectativas macroeconômicas e a retomada gradual da confiança de investidores locais e estrangeiros”, afirmou Henio Scheidt, gerente de produtos na B3.

A bolsa brasileira também destacou que o ano passado atingiu a marca de 5,4 milhões de CPFs de investidores individuais em renda variável, o que representa um crescimento de 28,5% desde 2021.

“É importante destacar que o acesso está cada vez mais simples. O investidor pode alocar capital diretamente em ações ou optar por instrumentos como os ETFs, que permitem ‘comprar’ o índice de forma ágil, eficiente e democrática”, acrescentou Scheidt.

O desempenho foi acompanhado por um salto no valor sob custódia, que chegou a R$ 601,6 bilhões, um aumento de 20% em relação aos R$ 500,1 bilhões registrados em 2021.

A B3 salienta que o mercado de ações permanece como a principal porta de entrada, contando com 4,1 milhões de investidores — um milhão a mais do que em 2021 — e um valor custodiado de R$ 387,7 bilhões.

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