Pequim afirmou nesta quinta-feira (22) que a ideia de que a China representa uma ameaça à Groenlândia é “completamente infundada”, em resposta a relatos de que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiram como impedir que a China e a Rússia estabeleçam uma posição no território ártico.
“A chamada ‘ameaça chinesa’ é completamente infundada, e a China se opõe à prática de usá-la como pretexto para perseguir interesses egoístas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, em uma coletiva de imprensa diária.
Em um evento em Davos nesta quinta-feira, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que ele e Trump já haviam discutido como os países da aliança poderiam “garantir coletivamente que o Ártico permaneça seguro [e] que os russos e os chineses fiquem de fora”.
Trump afirmou repetidamente que desejava anexar a Groenlândia, alegando segurança nacional, embora na quarta-feira (21) tenha descartado o uso da força e sugerido que um acordo estava próximo para encerrar a disputa sobre o território ultramarino dinamarquês após conversas com Rutte.

