Oracle surpreende o mercado e garante que o “boom” da IA durará pelo menos até o final de 2027

Enquanto alguns analistas temem que o investimento massivo em Inteligência Artificial possa ser uma bolha prestes a estourar, a Oracle acaba de enviar um recado barulhento ao mercado: o boom da IA está apenas começando.

Ao divulgar os resultados do último trimestre fiscal (encerrado em 28 de fevereiro de 2026), a gigante norte-americana superou todas as expectativas, registrando uma receita de US$ 17,19 bilhões e projetando que o crescimento explosivo do setor continuará firme até, pelo menos, o final de 2027.

Crescimento de 325% e o “efeito NVIDIA”

O que mais impressionou os investidores foi o salto de 325% na receita esperada por contratos de IA, totalizando US$ 553 milhões em novos acordos que nem sequer exigiram empréstimos bancários. A estratégia é clara: a Oracle tornou-se um dos principais portos seguros para quem deseja alugar aceleradores da NVIDIA na nuvem.

  • Margens de Lucro: No aluguel de chips NVIDIA, a Oracle opera com margens entre 30% e 40%.

  • Ecossistema de Software: O setor de bancos de dados da empresa é ainda mais lucrativo, com margens que podem chegar a assustadores 80%.

A visão de Larry Ellison

O lendário fundador da empresa, Larry Ellison, explicou que a Oracle não está apenas fornecendo “músculo” (hardware), mas usando a IA generativa para criar novos softwares sob o modelo SaaS (Software como Serviço). Segundo ele, pequenos grupos de engenheiros agora conseguem entregar produtos complexos para áreas como saúde e finanças de forma muito mais rápida.

“Não vejo necessidade de me preocupar com a competição entre nossos especialistas e a IA”, afirmou Ellison, reforçando que a tecnologia é uma ferramenta de escala, não de substituição, para o crescimento da companhia.

O novo indicador da indústria

Para muitos analistas, o desempenho da Oracle tornou-se o novo termômetro da tecnologia. Se a empresa está revisando sua meta de faturamento para US$ 90 bilhões em 2027, é sinal de que a infraestrutura que sustenta a inteligência artificial no mundo ainda tem muita lenha para queimar.

Com as ações subindo mais de 8% logo após o anúncio, a Oracle prova que soube se reinventar no momento certo, saindo da sombra dos bancos de dados tradicionais para se tornar a espinha dorsal da revolução da IA.

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