Onze sobreviventes de acidente com ônibus têm alta médica em Alagoas

Onze dos 22 passageiros que precisaram de atendimento médico, após o acidente com um ônibus em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, receberam alta médica até esta quinta-feira (5).

O acidente ocorreu na manhã da última terça-feira (3), na rodovia AL-220, e resultou na morte de 16 pessoas: cinco homens, sete mulheres e quatro crianças. O ônibus transportava cerca de 60 passageiros, acima de sua capacidade.

Dos 22 sobreviventes do acidente que receberam atendimento médico em hospitais estaduais, 11 já receberam alta e 11 permanecem internados. Seis pacientes seguem no Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca. Entre eles, uma criança de 2 anos apresenta quadro grave e foi transferida para Maceió nesta quinta-feira. Os outros cinco pacientes da unidade, incluindo uma adolescente de 13 anos, duas crianças de 7 e 13 anos e três adultos com idades entre 42 e 48 anos, evoluem de forma estável. Uma mulher de 47 anos, transferida da UPA de Santana do Ipanema, também permanece estável.

No Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia, três pacientes estão estáveis: duas crianças, de 9 e 11 anos; e dois adultos, de 40 e 60 anos. Todos permanecem sob acompanhamento das equipes de ortopedia, neurocirurgia e bucomaxilofacial.

No Hospital Geral do Estado, em Maceió, um menino de 9 anos permanece em estado grave, sedado na UTI Pediátrica, com traumatismo cranioencefálico e pneumotórax bilateral.

No Hospital Regional de Palmeira dos Índios, um paciente de 27 anos com pneumotórax aguarda exames e apresenta quadro estável.

Agência aponta irregularidades no transporte de passageiros

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informou que o ônibus envolvido no acidente que matou 16 pessoas na última terça-feira (3), na rodovia AL-220, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, estava realizando transporte clandestino de passageiros. De acordo com a agência, o veículo não possuía habilitação junto à ANTT, não tinha certificado de seguro vigente e não contava com licença de viagem correspondente ao trajeto realizado.

Em nota, a Polícia Científica de Alagoas afirmou que não foi identificada falha mecânica no ônibus. Segundo a corporação, um novo exame foi realizado pelo Instituto de Criminalística (IC) de Maceió, que retornou ao local do acidente um dia após o capotamento para complementar as análises.

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