O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) e o estadual Leonel Radde (PT-RS) discutiram, nesta quarta-feira (18), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), o rebaixamento e as críticas de evangélicos e grupos conservadores ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O desfile causou polêmica após a escola apresentar uma ala batizada de “neoconservadores em conserva”. A fantasia trazia uma lata, representando uma família tradicional, composta por um homem, uma mulher e os filhos. Na cabeça, os componentes traziam adereços variados com referência ao agronegócio, a uma mulher de classe alta, aos defensores da ditadura militar e aos evangélicos.
Para o deputado Otoni, o desfile deu errado e gerou polêmicas com a comunidade cristã e conservadores.
“Deu errado. Deu totalmente errado. De uma vez só, o governo entra em uma confusão de ataques não só a grande comunidade cristã evangélica, mas também aos cristãos em geral, aos conservadores e a família tradicional”, afirmou.
“O que configurou que há permissividade do governo nesses ataques foi a presença do presidente Lula no sambódromo. Se ele não estivesse presente, o governo poderia dizer que lamentavelmente a escola teve esse comportamento, mas que o governo nada tem a ver com isso”, explicou.
“Faltou uma sensibilidade total da parte do governo. E essa inabilidade do governo faz com que essa direita bolsonarista obviamente aplauda tudo isto. E não pense vocês que isso vá ser esquecido amanhã, semana que vem, porque a direita bolsonarista não vai permitir que isso seja esquecido”, concluiu.
Já para Radde, o desfile gerou um desgaste, mas que existe oportunismo político por parte da direita.
“Essa situação está sendo explorada neste momento, o que causa algum tipo de desgaste”, disse. “Essa ala em específico que criou essa polêmica em relação à família conservadora, é uma crítica realizada pelo carnavalesco, que tinha como foco debater aspectos da política nacional”, afirmou.
“No relatório que o carnavalesco faz explicando ala a ala, ele coloca um debate sobre o que acontece dentro do Congresso Nacional em relação a algumas pautas”, explicou.
“Existe um oportunismo neste sentido, que vai ser levado à máxima potência e agora vamos ter um debate a partir disso, que não estava na pauta do dia”, afirmou.



