“Meu cérebro tem 100 abas abertas”, diz Elon Musk sobre dificuldade para dormir

Voltou a viralizar uma fala de Elon Musk gravada na Tesla All-Hands de 20 de março de 2025, em que ele descreve o próprio cérebro como “um navegador com 100 abas abertas” quando tenta dormir. A frase veio durante a sessão de perguntas e respostas do evento interno da Tesla, quando um funcionário perguntou sobre leitura e aprendizado. Ele respondeu que usa audiolivros justamente porque a mente não para: “Tenho tanto acontecendo na minha cabeça que é difícil dormir. É como ter 100 abas abertas no navegador. Como fecho esse navegador?”

 

A fala ganhou novo ciclo de viralização em abril de 2026, mais de um ano depois do evento original. O fenômeno é comum com declarações que tocam em algo universal: a dificuldade de desligar a cabeça ao fim do dia ressoa tanto em executivos de multinacionais quanto em quem trabalha no regime CLT e fica checando o grupo do WhatsApp do trabalho até tarde. 

A solução que Musk encontrou é simples: coloca um audiolivro ou podcast com timer de 15 minutos. “É como se o telefone te lesse uma história de ninar”, disse. Ele acrescentou que tem 17 empregos simultâneos, Tesla, SpaceX, X, xAI, DOGE, entre outros, e que sua rotina é “trabalhar, dormir, trabalhar, dormir, sete dias por semana”. O próprio Musk admitiu, no mesmo evento, que quando alguém pergunta onde vai nas férias, ele responde: “O que é isso? 

A fala das “100 abas abertas” não é a primeira vez que Musk expõe publicamente sua relação com o trabalho exaustivo. Em 16 de maio de 2014, no discurso de formatura da Marshall School of Business da Universidade do Sul da Califórnia, ele disse que trabalha duro a cada hora em que está acordado. Outro ponto central do discurso foi a importância de reunir talentos excepcionais para transformar uma ideia em resultado. “A empresa é um grupo de pessoas reunidas para criar um produto ou serviço. O nível de sucesso depende da qualidade e do foco desse time,” destacou Musk.

O que a ciência diz sobre o método dele

Ouvir áudio antes de dormir tem respaldo em pesquisas de higiene do sono, mas os resultados dependem do tipo de conteúdo. Uma revisão publicada no PMC/NIH em 2021 concluiu que estimulação acústica antes do sono melhora consistentemente os relatos subjetivos de qualidade de descanso tanto em pessoas saudáveis quanto com distúrbios de sono. O mesmo levantamento identificou que audiolivros de baixa intensidade emocional, contos, histórias de ficção simples, produziram redução significativa no índice de gravidade da insônia em comparação com grupos de controle. Um estudo turco de 2022, publicado no PubMed, reforçou esse achado ao documentar que pacientes de UTI que ouviram uma história narrada tiveram melhora significativa na qualidade do sono em relação ao grupo que recebeu apenas cuidados padrão.

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