O mercado global de computadores pessoais caminha para uma retração de 5% em 2026. Projeções da consultoria Counterpoint Research indicam que o volume de vendas deve baixar para 262 milhões de unidades, vindo de um patamar de 275 milhões registrado em 2025. O movimento interrompe a recuperação iniciada após a crise de 2023, mantendo os números abaixo do pico de 300 milhões de aparelhos comercializados durante o período de isolamento em 2021.
O principal fator de resistência é o aumento contínuo no custo de produção das memórias. Esse componente pressiona a margem de lucro das fabricantes, que repassam o valor ao consumidor final e acabam por desestimular a demanda em modelos de entrada.
Em contrapartida, máquinas de alto desempenho voltadas ao público jogador sofrem menos com essa oscilação. Em equipamentos que custam a partir de 2.000 dólares, o mesmo aumento de 150 dólares representa um impacto inferior a 8% no valor total, o que raramente cancela a decisão de compra de usuários que priorizam potência técnica, apontam os analistas.
A migração obrigatória para o sistema Windows 11 e o fim do suporte para versões antigas da Microsoft ainda sustentam uma base de substituição de hardware, impedindo uma queda mais acentuada no setor. Entre as fabricantes tradicionais, Dell, HP e Lenovo devem registrar as menores perdas de volume, enquanto marcas como Acer e Asus enfrentam projeções de recuo mais severas.
Apple deve vender 5 milhões de MacBooks Neo este ano, prevê analista
A Apple aparece como a única empresa com previsão de crescimento para o período. A expectativa de alta nas vendas da marca se apoia no lançamento do MacBook Neo, modelo que deve atrair consumidores pela atualização tecnológica, independentemente do cenário de preços dos componentes. Assim, o mercado se divide entre a retração dos modelos populares e a estabilidade dos produtos de nicho e de luxo.



