MacBook Neo para jogar: o chip A18 Pro finalmente entrega em games?

O MacBook Neo chegou ao mercado por US$ 599 — cerca de R$ 3.500 no Brasil — com o chip Apple A18 Pro, o mesmo processador do iPhone 16 Pro. Um chip mobile. Num laptop. Rodando Cyberpunk 2077.

Reunimos os resultados dos primeiros testes publicados por canais especializados internacionais para responder a pergunta que todo mundo está fazendo: dá para jogar no MacBook Neo? Dez jogos testados, desde indies leves até os títulos AAA mais pesados do momento. Veja o que os testes revelam.

O que é o MacBook Neo — contexto rápido

O MacBook Neo é o laptop de entrada da Apple, lançado em março de 2026. Diferente dos MacBooks Air e Pro, que usam chips da família M, o Neo usa o chip A18 Pro — o mesmo do iPhone 16 Pro — com 8 GB de memória unificada não expansível.

O preço de US$ 599 (US$ 699 na versão de 512 GB) causou impacto no mercado. Mas o hardware levanta uma pergunta óbvia: dá para jogar nele?

Como foram feitos os testes

Os testes reunidos cobrem 10 jogos divididos em três categorias:

  • Nativos para macOS — jogos com port oficial para Mac, otimizados para Apple Silicon
  • Via CrossOver — jogos de Windows rodando através de uma camada de compatibilidade
  • Emulação de Nintendo Switch — via fork do Ryujinx

Os jogos testados foram: Cyberpunk 2077, Minecraft Java Edition, World of Warcraft, Control, Resident Evil Requiem, Resident Evil 2 Remake, Counter-Strike 2, Elden Ring, Dark Souls Remastered e Mewgenics. Também foi testada a emulação de The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom.

Resultado jogo a jogo: MacBook Neo para jogar vale a pena?

Cyberpunk 2077 — Surpreendente, mas com ressalvas

Cyberpunk 2077 rodou. Isso por si só já é notícia. O jogo precisou de configurações no mínimo absoluto e resolução de 720p, entregando pouco mais de 30 FPS em cenas mais tranquilas. Em combates mais intensos o FPS cai, mas o jogo se mantém jogável na maior parte do tempo.

O fato de um chip mobile de US$ 599 conseguir rodar um dos jogos mais exigentes do mercado — mesmo que no mínimo — é resultado direto do port nativo para macOS otimizado para Apple Silicon.

Veredicto: Jogável com sacrifícios. Não é a experiência ideal, mas funciona.

Minecraft Java Edition — Melhor resultado dos testes

Minecraft foi o destaque positivo absoluto. Sem shaders, o jogo atingiu entre 200 e 300 FPS em 1080p. Com shaders ativados, o FPS caiu para a faixa de 50 a 60 — mas seguiu completamente jogável. Performance comparável a notebooks gamers de entrada.

Veredicto: Excelente. Sem restrições.

World of Warcraft — Funciona bem em áreas abertas

World of Warcraft rodou entre 30 e 60 FPS em 1080p com preset gráfico 7 em áreas abertas. Em zonas mais populosas, foi necessário reduzir o escalonamento de resolução para 50% e baixar para o preset 3 para manter a fluidez.

Veredicto: Jogável com ajustes. Para jogadores casuais de WoW, funciona.

Control — Boa performance com upscaling

Control, que tem port nativo para Mac com suporte a MetalFX, rodou a 1080p com gráficos no mínimo e upscaling de 540p via MetalFX. O resultado ficou entre 40 e 50 FPS mesmo durante combates intensos — uma performance respeitável para o hardware.

Veredicto: Jogável e visualmente aceitável com MetalFX ativado.

Resident Evil 2 Remake — Sólido

O remake de Resident Evil 2 entregou 60 FPS estáveis — um resultado notável para um laptop de US$ 599 sem ventoinhas. O port nativo para Mac bem otimizado faz toda a diferença.

Veredicto: Excelente. Uma das melhores experiências dos testes.

Dark Souls Remastered — Surpresa positiva via CrossOver

Mesmo rodando via CrossOver, o Dark Souls Remastered entregou perto de 60 FPS em 1080p com gráficos reduzidos. Um dos melhores resultados entre os jogos testados via compatibilidade.

Veredicto: Jogável sem problemas.

Mewgenics — Funciona perfeitamente

O indie 2D da Team Meat rodou sem problemas via CrossOver graças ao seu design leve em OpenGL.

Veredicto: Sem restrições.

Elden Ring — Inviável

Elden Ring foi um dos maiores fracassos dos testes. Mesmo em uma janela minúscula de 450p, o jogo não conseguiu atingir FPS jogável. O problema é claro: os 8 GB de memória unificada são insuficientes para o jogo, que força o sistema a usar a memória swap no SSD — muito mais lenta.

Veredicto: Completamente inviável. Não jogue Elden Ring no MacBook Neo.

Resident Evil Requiem — Inviável

Resident Evil Requiem — lançado em fevereiro de 2026 — foi igualmente desastroso. O jogo rodou via CrossOver, mas rapidamente esgotou os 8 GB de RAM e passou a depender pesadamente do swap. Inviável mesmo no mínimo em 720p.

Veredicto: Inviável. Título moderno demais para o hardware.

Counter-Strike 2 — Completamente inviável

CS2 via CrossOver foi completamente inviável. Um resultado decepcionante especialmente para o público brasileiro, onde o jogo é extremamente popular. O problema é a combinação de CrossOver com as demandas do motor do CS2.

Veredicto: Não funciona. Esqueça CS2 no MacBook Neo.

Zelda: Tears of the Kingdom (emulação) — Muito abaixo do jogável

Via emulador de Nintendo Switch, Zelda: Tears of the Kingdom rodou entre 15 e 20 FPS com travamentos frequentes durante compilação de shaders. Inviável para uso real.

Veredicto: Inviável no momento.

O padrão que fica claro

Os resultados revelam um padrão muito consistente: o MacBook Neo performa bem quando o jogo é nativo para macOS e otimizado para Apple Silicon. Quando o jogo precisa de CrossOver ou emulação, a performance depende totalmente de quanto o jogo consome de RAM — e os 8 GB viram gargalo rapidamente.

O grande vilão: 8 GB de RAM não expansível

Todos os fracassos dos testes têm um denominador comum: os 8 GB de memória unificada do MacBook Neo. Quando um jogo exige mais do que isso — especialmente via CrossOver, que adiciona overhead de compatibilidade — o sistema começa a usar o SSD como swap, e a performance despenca.

Para o público brasileiro, isso é um ponto crítico de decisão: o MacBook Neo de entrada com 8 GB não é uma máquina para gaming AAA moderno. Se você quer jogar no Mac com mais conforto, a opção seria o MacBook Air M4 com 16 GB — mas por um preço consideravelmente mais alto.

MacBook Neo substitui um notebook gamer?

Não. E não deveria ser avaliado como tal. O MacBook Neo é um laptop de produtividade de US$ 599 que, surpreendentemente, consegue rodar vários jogos — especialmente os que têm port nativo para macOS.

Para o usuário brasileiro que trabalha no Mac e quer jogar ocasionalmente títulos como Minecraft, WoW, Control ou o Resident Evil 2 Remake, o Neo entrega. Para quem quer uma máquina dedicada a gaming, notebooks com RTX 4060 ou superior continuam sendo a escolha certa — e custam valores similares no Brasil.

FAQ

O MacBook Neo consegue rodar Cyberpunk 2077? Sim, mas com grandes sacrifícios: resolução de 720p e todos os gráficos no mínimo absoluto. O resultado é jogável, mas longe do ideal.

Elden Ring roda no MacBook Neo? Não. Os 8 GB de RAM são insuficientes para o jogo via CrossOver. Mesmo em resolução mínima, o FPS fica inviável.

Counter-Strike 2 funciona no MacBook Neo? Não. CS2 via CrossOver é completamente inviável no MacBook Neo.

Qual o melhor jogo para rodar no MacBook Neo? Minecraft Java Edition foi o destaque — entre 200 e 300 FPS em 1080p sem shaders, e 50 a 60 FPS com shaders ativados.

Vale a pena comprar o MacBook Neo para jogar? Depende do que você joga. Para títulos nativos do macOS de gerações anteriores e jogos mais leves, sim. Para AAA modernos como Elden Ring, RE Requiem e CS2, não.

Quanto custa o MacBook Neo no Brasil? O preço oficial ainda não foi confirmado no Brasil. Nos EUA parte de US$ 599 — o que historicamente no Brasil resulta em valores entre R$ 3.500 e R$ 4.500 nas primeiras semanas de venda.

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