Lula segue liderando pesquisas, mas rejeição faz petista bater a cabeça no teto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando em todos os cenários nas últimas pesquisas eleitorais, no entanto, a alta rejeição mostra que o petista terá dificuldades em convencer cerca de metade dos brasileiros a votarem nele.

A última pesquisa Atlas/Intel, divulgada nesta quarta-feira (21), exemplifica bem: nas disputas de 1º turno, o atual presidente marca de 48% a 49% das intenções de voto em todos os cenários. Nas pesquisas de 2º turno, Lula estaciona nos 49%, ainda na frente de todos os potenciais adversários, mas escancarando a dificuldade que o petista tem de convencer eleitores de outros candidatos ou indecisos.

O levantamento também questionou os eleitores sobre quais candidatos eles “não votariam de jeito nenhum”. Lula foi o segundo mais rejeitado, com 49,7%. Ele só ficou atrás do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que, apesar de inelegível, foi rejeitado por 50% dos entrevistados.

Os números acenderam um alerta em líderes governistas, já que Lula não tem conseguido transformar as recentes agendas positivas na economia, como desemprego recorde, inflação dentro da meta e aprovação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 e o protagonismo internacional, com a queda do tarifaço e o avanço do acordo Mercosul/UE, em intenções de voto. O governo aposta na pauta do fim da escala 6×1 para conquistar mais votos, em especial entre os mais jovens.

É considerado exitoso o trabalho de Sidônio Palmeira à frente da comunicação do governo. De acordo com congressistas do PT, o ministro tem conseguido levar a mensagem do governo para “fora da bolha da esquerda”. No entanto, admitem que a direita ainda está muito a frente na guerra narrativa travada nas redes sociais.

Validado pelo pai e pelo PL, o hoje pré-candidato do partido, Flávio Bolsonaro, tem 47,4% de rejeição. Já Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), favorito do Centrão e de boa parte do empresariado, tem 41,1%. Segundo líderes partidários pró-Tarcísio ouvidos pela reportagem, é essa diferença de rejeição que torna o governador de São Paulo o mais credenciado para derrotar o atual presidente.

A avaliação é que o ex-ministro, visto como mais pragmático e moderado, também teria mais poder de fazer os líderes de centro e direita se unirem em prol de sua candidatura.

 

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