Lula diz que ataque à Venezuela é inaceitável: ‘Flagrante violação do direito internacional’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou, neste sábado (3), os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, que culminaram na prisão do presidente Nicolás Maduro. “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu o petista em seus perfis nas redes sociais. Ele não citou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que convocou o ataque.

“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, continuou o presidente, que ainda clamou por uma resposta “veemente” da Organização das Nações Unidas (ONU). “O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, finalizou

Aliado de longa data de Maduro, Lula se afastou do líder venezuelano após o último ciclo eleitoral no país. O Brasil não reconheceu a vitória do chavista em pleito marcado por acusações de manipulação. Nos últimos meses, o petista também passou a se aproximar de Trump para negociar as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil e as sanções contra autoridades. As negociações eram consideradas exitosas pela diplomacia brasileira, após a queda de vários produtos do tarifaço e a revogação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O presidente convocou uma reunião ministerial, que acontece nesta manhã para tratar sobre o assunto.

Ataque e prisão de Maduro

Trump confirmou neste sábado que forças do país realizaram “com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e Maduro, que foi, junto com a primeira-dama, Cilia Flores, capturado e retirado do país”.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, disse Trump em sua rede Truth Social.

O anúncio foi feito após uma madrugada de explosões em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos locais indicam ataques contra infraestruturas estratégicas, incluindo o Forte Tiuna (complexo militar onde fica a sede do Ministério da Defesa) e a base aérea de La Carlota.

A Venezuela disse que os bombardeios dos Estados Unidos ocorridos em várias regiões do país, incluindo a capital, atingiram civis.

“Forças invasoras (…) profanaram nosso solo sagrado nas localidades de Fuerte Tiuna, Caracas, nos estados Miranda, Aragua e La Guaira, chegando a atingir, com seus mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate, áreas urbanas de população civil”, disse o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López.

O general afirmou que estão reunindo “as informações referentes a feridos e mortos diante do ataque vil e covarde” dos Estados Unidos.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado que Nicolás Maduro foi preso pelos Estados Unidos e enfrentará um julgamento criminal no país norte-americano.

Rubio também disse que, agora que o líder venezuelano foi capturado, não são esperadas novas ações militares dos EUA no país sul-americano.

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