Julio Casares, presidente do São Paulo Futebol Clube, renunciou o cargo na tarde desta quarta-feira (21). A decisão foi anunciada em sua conta no Instagram. Segundo o dirigente, o clube passa por um “ambiente de intensa instabilidade” marcado por “narrativas distorcidas”.
Casares afirmou que discorda da decisão do Conselho Deliberativo que votou a favor de seu impeachment na última sexta-feira, e argumentou que a renúncia não é uma confissão. O vice-presidente Harry Massis Júnior assume o cargo até o fim do ano, quando haverá novas eleições.
O dirigente afirmou que a saída tem objetivo de preservar sua saúde e proteger sua família de ataques. Apesar do afastamento, a Assembleia Geral ainda precisava confirmar o processo.
Ele também disse que o ambiente do clube é de “conspirações, distorções, mentiras e disputas de poder que ultrapassam os limites democráticos.”
Entenda o caso
O pedido de impeachment foi protocolado após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitar, em 18 de dezembro, a abertura de um inquérito policial para a investigação relacionada à exploração ilegal de um camarote no Morumbi, estádio tricolor localizado na Zona Oeste de São Paulo. O órgão apura se foram cometidos os crimes de coação no curso do processo e corrupção privada no esporte.
Conforme a investigação da Polícia Civil do Estado de São Paulo, também foram feitos 33 saques no Banco Bradesco e dois no Banco Rendimento. As instituições classificaram as operações como atípicas, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Horas antes da reunião que votou pelo afastamento do mandatário, torcedores se reuniram no entorno do Morumbi.
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