O Japão está decidido a retomar o trono da indústria de semicondutores. Em um movimento que sacode o mercado global, a Fujitsu confirmou uma parceria estratégica com a Rapidus para desenvolver o primeiro chip neural (TPU) japonês baseado na litografia de 1,4 nm. O projeto não é apenas um avanço técnico, mas uma declaração de independência tecnológica em um cenário dominado por Taiwan e EUA. Este novo chip de IA será fabricado inteiramente em solo japonês nas instalações da Rapidus, com produção experimental prevista para 2029.
O motor do Fugaku NEXT
O novo TPU da Fujitsu não trabalhará sozinho. Ele foi projetado para operar em conjunto com a plataforma Fujitsu-Monaka-X, um monstro de processamento que prevê:
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Arquitetura: Até 144 núcleos por chip com empilhamento 3D.
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Conectividade: Suporte nativo a PCIe 6.0 e CXL 3.0.
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Objetivo: Equipar o futuro supercomputador Fugaku NEXT, focado em processamento de IA em escala de exaflops para grandes centros de dados.
Rapidus: A aposta de bilhões do Japão
A Rapidus tornou-se a peça-chave dessa estratégia. Após receber suas primeiras amostras de wafers de 2 nm, a empresa agora mira os 1,4 nm, atraindo o interesse de gigantes como IBM e Canon. O objetivo é transformar o Japão em um polo de fabricação de ponta, capaz de entregar chips que hoje só existem nos roteiros mais otimistas da TSMC.



