A Intel comunicou aos fabricantes de equipamentos originais (OEMs) um reajuste de 10% na tabela de preços de toda a sua linha de processadores Core Ultra. A medida afeta tanto os chips voltados para desktops quanto as versões para dispositivos móveis. Esse movimento pressiona diretamente a estrutura de custos de montadoras de computadores, que agora enfrentam margens mais estreitas em segmentos de entrada, onde a competição por preço é mais acirrada.
Para equilibrar as contas sem sacrificar a rentabilidade, as marcas planejam priorizar o lançamento de máquinas voltadas para inteligência artificial e sistemas de alto desempenho. Esses setores permitem a absorção do aumento do componente de forma menos traumática para o consumidor final do que nos PCs populares. No mercado de peças avulsas, o impacto depende de quanto os distribuidores e grandes varejistas vão repassar do custo adicional ou se tentarão reter parte da alta para garantir volume de vendas.

O cenário força uma mudança de estratégia na indústria de hardware, que deixa de focar em volume bruto para buscar lucro em produtos de valor agregado. Como a Intel domina cerca de 70% do mercado de processadores x86, o aumento dita o ritmo dos preços de notebooks e computadores pré-montados para o próximo ciclo comercial, empurrando a média de preço do setor para cima.



