Grag Queen fala sobre preconceito contra drags no Brasil: “Ainda existe desrespeito”

A cantora e performer Grag Queen foi a convidada da semana no podcast Café com Pimenta, da Rádio Tupi FM, apresentado pela jornalista Márcia Pinho, e trouxe à tona uma discussão importante sobre representatividade e a relação cultural do Brasil com as drags. Durante a conversa, a artista reconheceu que o cenário mudou nos últimos anos, com maior visibilidade e espaço na mídia e na música, mas fez questão de pontuar que o preconceito ainda é uma realidade. “A gente avançou muito, é inegável. Hoje existe mais espaço, mais diálogo, mais oportunidades. Mas ainda existem situações de desrespeito no cotidiano, e isso precisa ser falado”, destacou.

Grag também refletiu sobre como a cultura drag passou a ocupar o mainstream, deixando de ser vista apenas como entretenimento de nicho. Para ela, essa transformação tem impacto direto na forma como a sociedade enxerga a diversidade. “Quando a gente vê uma drag na TV, nos grandes palcos ou nas paradas de sucesso, isso muda a percepção das pessoas. A representatividade transforma mentalidades.”

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Ao longo do bate-papo, a artista citou nomes que foram fundamentais para que ela enxergasse a drag como uma possibilidade real de carreira na música. Entre as referências mencionadas estão Pabllo Vittar, Gloria Groove, Lia Clark e Aretuza Lovi.

“Ver essas artistas ocupando espaços grandes me fez entender que também era possível para mim. Elas abriram portas e mostraram que a drag pode, sim, ser protagonista na música”, afirmou.

Para Grag Queen, o debate sobre respeito e inclusão precisa continuar avançando. “A arte drag é resistência, é expressão, é cultura. Quanto mais a gente conversa sobre isso, mais a gente quebra preconceitos”, concluiu.

Assista ao corte do Instagram abaixo:

O episódio completo do Café com Pimenta com Grag Queen está disponível nas plataformas digitais , no YouTube, no site da Super Rádio Tupi.

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